Pôster do filme “Criação” (Creation) - baseado no livro “Annie’s Box”, escrito por Randal Reynes, tataraneto de Charles Darwin, o criador da teoria da evolução.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Biografia sobre Gandhi o retrata como homossexual e xenófobo

Uma polêmica biografia sobre o ícone pacifista e líder independentista hindu, Mahatma Gandhi, o retrata como homossexual e ressalta seus supostos comentários xenófobos, entre outros aspectos desconhecidos, informa a imprensa local nesta segunda-feira.
O livro, intitulado "Great Soul: Mahatma Gandhi and his struggle with Índia" (Uma grande alma: Mahatma Gandhi e sua luta com a Índia, na tradução), foi escrito por Joseph Lelyveld, antigo editor do The New York Times. De acordo com alguns trechos da biografia divulgados nesta segunda-feira no The Wall Street Journal, Gandhi estava profundamente apaixonado pelo fisioterapeuta alemão Hermann Kallenbach, pelo qual deixou sua mulher em 1908.
Segundo os mesmos trechos, Gandhi escreve para Kallenbach: "Como tomaste completamente posse do meu corpo? Isto é uma verdadeira escravidão". Além disso, explica que seu retrato "é o único que tem na estante" de seu dormitório.
O casal, no entanto, se viu obrigado a se separar em 1914 quando, após o início da Primeira Guerra Mundial, Gandhi retornou à Índia, para onde Kallenbach não pôde viajar por ser alemão. Lelyveld cita outras cartas nas quais Gandhi faz Kallenbach prometer-lhe que não olharia "com luxúria para nenhuma mulher".
Em outra carta de 1933, o líder da independência da Índia reiterava sua lembrança de Kallenbach ao escrever: "Sempre estás em minha mente". O livro de Lelyveld, quem ganhou o prestigioso prêmio Pulitzer de Jornalismo em 1986, também semeia dúvidas sobre o humanismo de Gandhi, ao destacar supostos comentários xenófobos e racistas durante os anos que passou na África do Sul no início do século XX.
"Podíamos entender não estar classificados como os brancos, mas situar-nos no mesmo nível que os nativos sul-africanos era demais. Kaffirs (como são chamados os nativos negros da África do Sul) são por norma incivilizados. São problemáticos, muito sujos e vivem como animais", escreve Lelyveld na biografia de Gandhi.
Além disso, Gandhi era consciente da importância de suas declarações e exigia que os jornalistas "não utilizassem as palavras que tinham saído de sua boca, se não uma versão autorizada por ele próprio após a profunda e frequente revisão das transcrições". A obra de Lelyveld é fruto de seu trabalho como jornalista na Índia durante a década de 1960 e na África do Sul, onde trabalhou para o The New York Times nos anos 1980.
A biografia que, segundo o The Wall Street Journal, não deixa de mostrar uma profunda admiração por Gandhi, é equilibrada e procura apresentar uma visão mais humana do personagem, embora seja mais provável que decepcione seus admiradores
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http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5033537-EI8143,00-Biografia+sobre+Gandhi+o+retrata+como+homossexual+e+xenofobo.html

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