Pôster do filme “Criação” (Creation) - baseado no livro “Annie’s Box”, escrito por Randal Reynes, tataraneto de Charles Darwin, o criador da teoria da evolução.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Humanos evoluíram de uma espécie de tubarão pré-histórico

A mandíbula foi um ganho considerável na evolução das espécies. Muitos anos depois de já haver animais vertebrados, ela ainda não havia sido incorporada no crânio dos seres mais desenvolvidos. Esta vantagem anatômica, surgida por volta de 400 milhões de anos (no chamado período Siluriano), foi adquirida no mar. E um dos “pioneiros da mandíbula”, conforme explicam cientistas irlandeses, parece ter sido um ancestral do ser humano. Uma informação biológica não muito divulgada é que os primeiros peixes a dominarem os mares do planeta eram tubarões. Ou melhor, os ancestrais dele. A partir deste tubarão rudimentar, outras espécies de peixe foram se emancipando. Estas espécies primitivas tinham esqueleto feito de cartilagem. Mas uma das primeiras que se desmembrou do tubarão, adquirindo estrutura óssea rígida, seria o ponto inicial da linhagem que acabaria dando origens a nós, Homo Sapiens. Cientistas da Universidade de Dublin (Irlanda), que estudavam estas ligações evolutivas, imaginavam que este “ponto inicial” já fosse distinto do tubarão. Aparentemente, no entanto, não era tanto assim: há cerca de 290 milhões de anos, viveu nas águas do planeta um peixe chamado Acanthodes bronni (foto abaixo). Este seria o peixe do qual partiram os animais com esqueletos avançados que viriam no futuro. O nome científico, por si próprio, remete à classe Acanthodii, que já foi completamente extinta há muito tempo. A partir de um minucioso estudo ósseo, baseado em fragmentos de fósseis conservados em museus, os pesquisadores da Irlanda traçaram uma suposição de árvore genealógica do nosso ancestral marinho, e descobriram uma série de semelhanças com o tubarão. Em suma: somos mais aparentados com os tubarões do que imaginávamos há até pouco tempo.[LiveScience / Daily Mail] . http://hypescience.com/humanos-evoluiram-de-uma-especie-de-tubarao-pre-historico/

Arqueólogos acham indícios de divisão de classes na Idade da Pedra

Objetos raros e importados sinalizam divisão de classes sociais já no período neolítico
A escavação arqueológica no sítio de Ein Zippori, no norte de Israel, revelou a existência de uma comunidade pré-histórica do período neolítico, onde já havia uma elite que possuía "objetos de luxo" importados de países distantes. Os trabalhos, realizados pelo Departamento de Antiguidades de Israel, começaram há um ano, mas só agora as descobertas foram reveladas à imprensa. No local, estava planejada a construção de uma estrada. No entanto, como essa região é conhecida pela abundância de antiguidades, costuma-se fazer a chamada "escavação de salvamento" - uma operação preliminar para garantir que os trabalhos não destruam itens importantes que podem estar enterrados na área. Os diretores da escavação, os arqueólogos Ianir Milevski e Nimrod Getzov, se surpreenderam ao descobrir uma grande comunidade pré-histórica, com restos de casas cujas fundações foram feitas de pedra e paredes erguidas com tijolos de barro. De acordo com Milevski, costuma-se pensar que nesse período da história humana as sociedades fossem "mais igualitárias". "No entanto, as escavações revelaram indícios de que há 7 mil anos já havia uma pequena camada da sociedade que possuía objetos raros que a maioria da população não tinha", disse Milevski à BBC Brasil. Objetos "de luxo" importados Na escavação, foram encontrados milhares de objetos de pedra, sílex e cerâmica, mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foram objetos raros e feitos de materiais que não existiam nessa região. Entre eles, estão lâminas feitas de rocha obsidiana, cuja fonte mais próxima se encontra na Turquia e placas de pedra com desenhos próprios da cultura da Mesopotâmia (onde hoje se encontra o Iraque) e da Síria. "Entre os objetos mais importantes que descobrimos, está uma placa de pedra com a imagem de duas avestruzes talhadas. É um trabalho simples, mas muito elegante e que nos remete à cultura da Mesopotâmia daquele período", disse Milevsky. Também foram descobertas pequenas bacias de pedra feitas "com uma delicadeza impressionante" e, em uma delas, estavam cerca de 200 contas de colar - pretas, brancas e vermelhas. O arqueólogo explicou que, como a comunidade era de um período anterior à descoberta do metal, a fabricação de objetos "tão delicados" era especialmente complexa e só uma elite poderia possuir objetos de tão difícil fabricação. "Para fazer o buraco nas contas do colar era necessária uma furadeira de poucos milímetros. Trata-se de uma técnica muito sofisticada para o período que estamos pesquisando", acrescentou Milevski. . http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6186501-EI238,00-Arqueologos+acham+indicios+de+divisao+de+classes+na+Idade+da+Pedra.html

Onde estava deus a 4,5 milhões de anos?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Liga Árabe propõe na ONU a criminalização da blasfêmia

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi, pediu nesta quarta-feira perante o Conselho de Segurança da ONU a criação de um marco legal internacional e vinculativo que criminalize a blasfêmia por causa do vídeo que denigre a figura de Maomé. Al Arabi se pronunciou assim em uma sessão do Conselho de Segurança convocada pela Alemanha para tratar a situação no Oriente Médio, na qual ressaltou que a violência contra as legações americanas por causa do vídeo "não é justificável de nenhuma maneira". "Mas queremos transmitir um aviso. Avisamos que ofender religiões, fés e símbolos é um assunto que ameaça a paz e a segurança internacional", comentou. O titular da Liga Árabe considerou que se a comunidade internacional "criminalizou o dano à integridade física, também deve criminalizar o dano à integridade psicológica e espiritual". O presidente do Egito, Mohammed Mursi, se pronunciou em termos similares em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, no qual pediu "firmeza" perante as "obscenidades" do vídeo. Essas posturas contrastam com a expressada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seu discurso de terça-feira, quando defendeu o conceito de liberdade de expressão contido na Constituição de seu país, "inclusive quando se trata de opiniões com as quais estamos profundamente em desacordo". A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, esteve hoje no encontro do Conselho de Segurança, mas não respondeu diretamente à proposta de Al Arabi e se limitou a agradecer a condenação expressada pela Liga Árabe ao assassinato de seu embaixador na Líbia, Chris Stevens, em um ataque provocado pelo vídeo. Ao término da sessão, o Conselho de Segurança adotou uma declaração presidencial que qualifica de "injustificáveis" os ataques e pede "respeito a todas as religiões". A sessão foi convocada pela Alemanha a fim de impulsionar uma maior cooperação entre a ONU e a Liga Árabe, um ponto apoiado na declaração presidencial. O ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, propôs estabelecer um escritório da ONU no Cairo para melhorar a coordenação com a Liga Árabe, que poderia servir de base ao novo enviado para a Síria de ambos organismos, Lakhdar Brahimi. Os conferentes se centraram, além disso, na situação na Síria e na estagnação do processo de paz entre israelenses e palestinos, um problema que Al Arabi atribuiu à falta de implementação das sucessivas resoluções do Conselho de Segurança e a um enfoque centrado em "conduzir o conflito em vez de solucioná-lo". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu que "a janela para uma solução de dois Estados se estreita perigosamente", enquanto o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, considerou um "erro" que o Quarteto para o Oriente Médio cancelasse seus planos para se reunir à margem da Assembleia Geral. . http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6182876-EI308,00-Liga+Arabe+propoe+na+ONU+a+criminalizacao+da+blasfemia.html

domingo, 23 de setembro de 2012

Cazuza O Filme DVDRip

Irã restringe acesso de mulheres a universidades e gera debate

A decisão de restringir a participação feminina em diversos cursos em universidades do Irã, no momento em que se inicia o novo ano acadêmico, vem provocando uma ampla discussão sobre os direitos das mulheres à educação no país - e o impacto de longo prazo que essas restrições podem ter. Mais de 30 universidades adotaram novas regras excluindo as mulheres de quase 80 diferentes cursos acadêmicos. As restrições englobam uma desconcertante variedade de cursos, de engenharia, física nuclear e ciência da computação a literatura inglesa, arqueologia e negócios. Nenhuma razão oficial foi dada para a decisão, mas ativistas como a advogada e Nobel da Paz Shirin Ebadi alegam que é parte de uma política deliberada das autoridades iranianas para excluir as mulheres da educação. "O governo iraniano está usando várias iniciativas (...) para restringir o acesso das mulheres à educação, impedi-las de serem ativas na sociedade e mandá-las de volta para casa", disse Ebadi à BBC. Histórico O ministro da Educação Superior, Kamran Daneshjoo, disse que, apesar das mudanças, 90% dos cursos universitários ainda estão abertos tanto para homens quanto para mulheres e ressaltou ainda o forte histórico do Irã de oferecer educação superior a jovens. O Irã foi um dos primeiros países do Oriente Médio a permitir que mulheres estudassem em universidades e, desde a Revolução Islâmica, em 1979, fez grandes esforços para incentivar mais mulheres a se matricularem em cursos superiores. A lacuna entre os números de estudantes homens e mulheres foi gradualmente reduzida. Em 2001, o número de mulheres superou o de homens pela primeira vez, e hoje elas são mais de 60% do total de estudantes universitários no país. A cada ano, mais mulheres do que homens estão se matriculando em universidades no Irã, motivadas, dizem alguns, pela oportunidade de ter uma vida mais independente, ter uma carreira e escapar da pressão de seus pais para que fiquem em casa e se casem. As mulheres estão bem representadas em uma variada gama de profissões e há muitas mulheres engenheiras, cientistas e médicas. Mas muitos no Irã temem que as novas restrições possam prejudicar essas conquistas. "Eu queria estudar arquitetura e engenharia civil", diz Leila, uma jovem do sul do Irã. "Mas o acesso para mulheres foi cortado em 50%, e há a possibilidade de que eu não consiga entrar na universidade neste ano". Protestos No período logo após a revolução Islâmica, as universidades eram um dos poucos lugares e que jovens homens e mulheres podiam se misturar com relativa liberdade. Ao longo dos anos, isso foi mudando gradualmente, com as universidades introduzindo medidas mais rígidas, como entradas, auditórios e até cantinas separadas para homens e mulheres. Desde os protestos que se seguiram à eleição presidencial de 2009 - na qual o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito -, este processo foi acelerado, uma vez que políticos conservadores fortaleceram seu controle sobre o país. As mulheres desempenharam um papel fundamental naqueles protestos - desde as esposas dos dois principais candidatos de oposição, que apesar de manterem uma postura tradicional e usarem o véu, expressaram suas opiniões de maneira surpreendente, até as manifestantes glamourosas, vestidas de verde, que tomaram as ruas de Teerã e de outras cidades. Alguns iranianos dizem que foi a visão de tantas jovens mulheres iranianas à frente dos protestos de 2009 que irritou os líderes conservadores do país e os levou a agir. Em um discurso após os protestos de 2009, o líder supremo do país, Aiatolá Ali Khamenei, pediu a "islamização" das universidades e criticou disciplinas como sociologia, que, segundo ele, eram muito influenciadas pelo Ocidente e não tinham espaço no currículo islâmico iraniano. Desde então, houve muitas mudanças nas universidades, com corte de cursos e substituição de funcionários acadêmicos antigos por conservadores leais ao regime. Continuação Muitos veem as novas restrições à estudantes do sexo feminino como uma continuação desse processo. Em agosto deste ano, o Aiatolá Khamenei fez outro discurso amplamente debatido, no qual pediu aos iranianos que retornassem aos valores tradicionais e tivessem mais filhos. Foi uma afronta para muitos em um país que foi pioneiro em planejamento familiar e ganhou elogios ao redor do mundo por sua ênfase na importância de oferecer às famílias acesso a métodos contraceptivos. Desde o discurso, houve relatos de cortes em programas de planejamento familiar e em educação sexual nas universidades. Ainda não está claro exatamento quantas mulheres foram afetadas pelas novas regras de ingresso nas universidades. Mas no momento em que o novo ano acadêmico se inicia, algumas tiveram de repensar completamente seus planos profissionais. "Desde os 16 anos eu sabia que queria ser engenheira mecânica, e eu trabalhei duro para isso", diz Noushin, da cidade de Isfahan. "Mas apesar de ter obtido notas altas no exame para ingressar na Universidade Nacional, eu acabei conseguindo apenas uma vaga no curso de Arte e Design". Nos próximos meses, ativistas estarão observando atentamente os efeitos dessa nova política e tentarão medir seus efeitos de longo prazo. . http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6173624-EI308,00-Ira+restringe+acesso+de+mulheres+a+universidades+e+gera+debate.html

Paquistão nega recompensa por morte de autor de filme anti-Islã

Um porta-voz do primeiro-ministro do Paquistão condenou as declarações do ministro de Ferrovias, Ghulam Ahmed Bilour, que ofereceu US$ 100 mil a quem assassine o autor do vídeo que denigre a figura de Maomé. Em entrevista à BBC, Shafqat Khalil assinalou que o governo do Paquistão "se desvincula absolutamente" das declarações de Bilour. Fontes do partido ao qual pertence o ministro, o Partido Nacional Awami (ANP), que faz parte do governo de coalizão no Paquistão, assinalaram também à rede britânica que as manifestações de Bilour o foram a título pessoal e que não respondem a uma política de partido, embora tenham acrescentado que não tomariam medidas contra ele. Em entrevista coletiva realizada na cidade noroeste de Peshawar, o ministro afirmou neste sábado que está consciente que pedir o assassinato representa um crime, mas sentenciou que está pronto para cometê-lo, segundo os jornais Dawn e Express Tribune. "Se existe alguma causa interposta contra mim em uma corte internacional ou nacional, pedirei ao povo que me entregue", declarou Bilour, que justificou sua medida ao afirmar que é o único modo de amedrontar os blasfemos. O ministro de Ferrovias solicitou o apoio dos talibãs e da rede terrorista Al-Qaeda e pediu "aos ricos que ponham à disposição da causa todo seu dinheiro, para que assim o assassino possa ser banhado em ouro e dólares". . Filme anti-islamismo desencadeia protestos contra EUA Na última terça-feira, 11 de setembro, protestos irromperam em frente às embaixadas americanas do Cairo, no Egito, e de Benghazi, na Líbia, motivados por um vídeo que zombava do islamismo e de Maomé, o profeta muçulmano. No primeiro caso, os manifestantes destroçaram a bandeira estadunidense; no segundo, os ataques chegaram ao interior da embaixada, durante os quais morreram, entre outros, o embaixador e representante de Washington, Cristopher Stevens. Os protestos se disseminaram-se contra embaixadas americanas em diversos países da África e do Oriente Médio. Sexta, 14 de setembro, registrou o ápice da tensão, quando eventos foram registrados em Túnis (Tunísia), Cartum (Sudão), Jerusalém (Israel) , Amã (Jordânia) e Sanaa (Iêmen). No Cairo, as manifestações têm sido quase diárias. No dia 17, Afeganistão e Indonésia também tiveram protestos. O vídeo que desencadeou esta onda de protestos no mesmo dia em que os Estados Unidos relembravam os atentados terroristas de 2001 traz trechos de Innocence of Muslims, filme produzido nos Estados Unidos sob a suposta direção de Nakoula Basseky Nakoula. Ele seria um cristão copta egípcio residente nos Estados Unidos, mas sua verdadeira identidade e localização ainda são investigadas. O filme, de qualidades intelectual e cultural amplamente questionáveis, zomba abertamente do Islã e denigre de a imagem de Maomé, principal nome da tradição muçulmana. A Casa Branca lamentou o conteúdo do material, afirmou não ter nenhuma relação com suas premissas e ordenou o reforço das embaixadas americanas. No dia 15 de setembro, a Al-Qaeda emitiu um comunicado no qual afirmava que a ação em Benghazi foi uma vingança pela morte do número 2 da rede terrorista no Iêmen em um ataque do Exército. . http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6173694-EI8143,00-Paquistao+nega+recompensa+por+morte+de+autor+de+filme+antiIsla.html Vejam vídeo