Pôster do filme “Criação” (Creation) - baseado no livro “Annie’s Box”, escrito por Randal Reynes, tataraneto de Charles Darwin, o criador da teoria da evolução.

sábado, 3 de março de 2012

Por 'status', chimpanzés exageram prazer em relações sexuais

Uma pesquisa de cientistas americanos indica que as fêmeas de uma espécie de chimpanzé exageram as manifestações de prazer em relações homossexuais quando estão diante de outros animais que elas consideram importantes.
Pesquisadores descobriram que as chimpanzés-pigmeus, ou bonobos, fazem mais barulho durante o sexo quando uma "fêmea alfa" está por perto. Segundo os cientistas, isso seria uma forma de buscar status.
A pesquisa foi feita com a espécie Pan paniscus, que é considerada "erótica" e "promíscua" por especialistas, já que existe alta incidência de relações sexuais - tanto hétero quanto homossexuais.
"O sexo é usado para reduzir o estresse e competição, desenvolver laços, expressar e testar relações sociais e para reconciliar conflitos e consolar vítimas de traumas", diz Zanna Clay, da Universidade de Emory, em Atlanta (EUA), que há cinco anos estuda os padrões vocais nas espécies.
Para entender mais a comunicação entre os primatas, Clay levou uma equipe de cientistas ao santuário Lola Ya Bonobo, na República Democrática do Congo. As descobertas foram publicadas na revista científica Scientific Reports.
"Subindo na vida"
"Usando vocalizações, as fêmeas só promovem contatos sexuais com integrantes importantes do grupo", disse Clay. "Para as bonobos fêmeas, é tudo uma questão de subir na vida."
A equipe descobriu que as fêmeas consideradas menos importantes pelo grupo eram as que mais faziam barulho, especialmente quando estavam se relacionando com as mais importantes.
"Os bonobos parecem ser altamente conscientes da dinâmica que regem o seu mundo social", disse Clay. A pesquisadora acredita que as chimpanzés usam os gritos durante o sexo como arma estratégica.
"Como uma fêmea de ranking inferior, promover uma relação sexual com outra integrante mais proeminente do grupo pode servir para fortalecer a sua posição social, ao alertar isso à fêmea alfa."
Ao contrário de outros tipos de chimpanzés, a sociedade dos bonobos não é dominada pelos machos. Clay acredita que isso acontece devido à forte relação entre as fêmeas.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5643879-EI8145,00-Por+status+chimpanzes+exageram+prazer+em+relacoes+sexuais.html

Dois homens registram filha fertilizada in vitro em PE

Mailton Alves Albuquerque e Wilson Alves Albuquerque têm relação homoafetiva há 15 anos (Foto: AE)


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Maria Tereza Alves Albuquerque, de um mês de vida, foi registrada na última terça-feira (28) no Recife, como filha dos empresários Mailton Alves Albuquerque, 35 anos, e Wilson Alves Albuquerque, 40 anos. Maria Tereza foi gerada por meio de fertilização in vitro - Mailton é o pai biológico e o óvulo foi de uma doadora anônima - e gestada no útero de uma prima dele que assinou uma escritura pública abdicando de qualquer direito sobre a criança.


O juiz da Primeira Vara de Família do Recife, Clicério Bezerra e Silva, autorizou o registro da criança com base nos princípios da Constituição Federal: igualdade, dignidade da pessoa humana, não discriminação por raça, sexo ou cor, e livre planejamento familiar. Clicério foi o mesmo juiz que em agosto do ano passado transformou a união estável entre os dois em casamento civil.
Juntos há 15 anos, Maílton e Wilson estão realizados e empolgados com a concretização do sonho de ter uma família. Os pré-embriões fecundados por Wilson - os dois cederam espermatozoides para serem fecundados - foram congelados e deverão ser gerados no próximo ano. "Queremos dar um irmão para Maria Tereza", afirmou Maílton.
O casal decidiu divulgar a notícia, segundo ele, não por sensacionalismo, ou como uma bandeira gay. "Queremos que o nosso caso seja um marco, queremos que o Brasil saiba que há uma nova família em formação no País", observou Maílton, que esteve no Canadá em 2010 e conheceu um casal de homens com três filhos. Todos por fertilização in vitro. Impressionado, ele perguntou se as crianças não enfrentavam discriminação na escola, ao que lhe foi dito que no Canadá a família pode ter pai e mãe, pai e pai e mãe e mãe.
Com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), de seis de janeiro do ano passado, que permite a reprodução assistida no País "por todas as pessoas capazes", Maílton e Wilson decidiram seguir o exemplo dos amigos canadenses. "Maria Tereza vai enfrentar uma situação diferente, o Brasil não é o Canadá, mas é um grande avanço e o que importa é que ela vai crescer cheia de amor", destacou o pai. "Ela vai abrir caminhos e queremos que nossa filha seja respeitada e respeite as diferenças". Eles contam com o apoio das famílias e se preparam agora para batizar Maria Tereza na Igreja Episcopal, que frequentam
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http://br.noticias.yahoo.com/dois-homens-registram-filha-fertilizada-in-vitro-pe-173200991.html

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Moda evangélica segue avanço da religião e gera novo nicho

A moda evangélica, como a da Kauly, adapta as tendências para os padrões da religião. Roupas têm comprimento no joelho e decote pouco revelador


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Os brasileiros adeptos da religião evangélica - ou cristãos protestantes pentecostais - formam um grupo que movimenta um mercado próprio de artigos religiosos e de produtos feitos sob medida para eles. Entre esses nichos está o da chamada "moda evangélica", também conhecida pelos lojistas como "moda comportada". O público-alvo são as mulheres, que buscam roupas decote fechado e saias e vestidos mais longos do que a média.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em 2000 o País tinha 26,2 milhões de evangélicos - para efeito de comparação, em 1991 esse número era de 12,6 milhões. A Expocristã, feira que acontece há dez anos e é o maior evento do setor, afirma que existem hoje no Brasil 55 milhões de protestantes e que a projeção é que eles cheguem a 109 milhões, em 2020.

O crescimento da população evangélica tem atraído os empreendedores. "A loja virtual Jeans Moda começou em 2010. Há seis meses, decidi apostar somente em moda evangélica. O faturamento aumentou 150%", conta Mauricio Souza, proprietário da loja Multimarcas. Com o incremento vindo dos protestantes, ele abriu também um espaço físico em São Paulo.

Silva decidiu mudar de segmento por dois motivos: detectou o aumento da população evangélica e percebeu que o segmento de jeans já estava saturado.

Apesar de ter faturado R$ 60 bilhões em 2011 - de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) -, o setor têxtil como um todo não está no seu melhor momento. Um dos vilões é a importação de produtos, principalmente os oriundos da China. De janeiro a novembro do ano passado, as importações de vestuário aumentaram 40,6% na comparação com igual período de 2010. Por isso, lucra mais o empresário que aposta em nichos específicos.

O proprietário da Jeans Moda aponta a qualidade no acabamento como o diferencial das roupas feitas para as evangélicas. "Como elas não apelam para o corpo, querem uma roupa muito bonita, com boa modelagem e qualidade no acabamento", afirma. A venda online da loja atende a pessoas de todo o País, mas o Norte e o Nordeste são os maiores compradores. "É simples. Os lojistas dessas regiões têm de vir até São Paulo para comprar suas mercadorias, o que acaba encarecendo o produto. Ao vender pela internet, não preciso repassar isso para o consumidor", explica Silva.

Kauly muda linha a partir de análise da clientela
Há dez anos, a loja Kauly, que possui duas unidades no Brás, bairro paulistano caracterizado pelo comércio popular, resolveu apostar em moda evangélica. No início, em 1990, a loja vendia o que chama de "modinha" - roupas que seguem a tendência do momento. De acordo com o proprietário, Wilson Sanches, a mudança se deu devido a uma melhor análise do perfil dos clientes. "Percebemos que atendíamos a muitos evangélicos e decidimos fazer uma moda focada neles", explica.

Sanches afirma que o trabalho da Kauly busca traduzir as tendências da moda para o público protestante. "Temos um estilista próprio. Adaptamos o que se vê nas ruas. Nossa preocupação é com o comprimento das saias e vestidos e com decotes", diz. Com relação à classe social atendida, Sanches aponta que a clientela é formada, na maioria, por pessoas das classes B e C. "Apesar de o Brás ser visto como extremamente popular, existem as ruas mais elitizadas. O público com mais poder aquisitivo vem, sim, até aqui."

O proprietário encara o setor de moda evangélica sem otimismo exagerado. "Não dá para descolar o nosso segmento do têxtil. Como qualquer empresa de 'modinha', também no evangélico há aqueles que vão bem e os que vão mal, que sentem mais a crise."

Ele também comenta que o maior desafio desse nicho ainda é o seu tamanho. "Apesar de o número de evangélicos aumentar, não são todos que usam a moda evangélica. O segmento é reduzido e limitado", opina.

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http://invertia.terra.com.br/empreendedor/noticias/0,,OI5638241-EI19586,00-Moda+evangelica+segue+avanco+da+religiao+e+gera+novo+nicho.html

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Golfinhos têm assobio individual que usam para fins sociais

Golfinhos nariz-de-garrafa têm assobios individuais que usam exclusivamente para saudar outros membros da espécie, anunciaram biólogos marinhos em estudo que será publicado nesta terça-feira. Usando hidrofones, cientistas da Universidade de Saint Andrews, gravaram golfinhos nadando na Baía de Saint Andrews, na costa nordeste da Escócia, nos verões de 2003 e 2004.
Quando grupos de golfinhos se encontravam, eles trocavam assobios aparentemente com o mesmo som. Mas análises forenses revelaram que os assobios eram, na verdade, assinaturas individuais, uma vez que não combinavam ou eram imitados por outros animais.
"As trocas de assobios indviduais são uma parte significativa de uma sequência de saudações que permite aos golfinhos identificar conespecíficos (membros da mesma espécie) ao encontrá-los na natureza", destacou o estudo.
Segundo a pesquisa, os assobios são claramente importantes, uma vez que foram ouvidos em 90% dos encontros, acrescentou. Um sinal em particular veio daquele que parecia ser o líder do grupo, aparentemente dando o "OK" para os companheiros se unirem ao outro grupo.
Outros assobios poderiam ser relacionados com a aprovação sobre os papéis na busca de comida ou a identificação de indivíduos para socialização. Os golfinhos nariz-de-garrafa atuam em uma sociedade "fissão-fusão", o que significa que eles vivem em grupos cujo número é fluido.
O estudo, realizado por Vincent Janik e Nicola Quick, é publicado no periódico britânico Proceedings of the Royal Society B. A descoberta adiciona uma curiosidade sobre o golfinho nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), um das poucas espécies capazes de inventar ou copiar ruídos.
As demais são as aves cantoras, as baleias, as focas e os morcegos, mas nestas espécies, o truque aprendido tem como objetivo a reprodução e são os machos que aprendem a cantar para atrair as fêmeas.
Segundo os cientistas, ao usar assobios para divulgar identidade e detalhes do meio ambiente, os golfinhos compartilham habilidades similares às do falante papagaio-cinzento.

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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5638380-EI8145,00-Golfinhos+tem+assobio+individual+que+usam+para+fins+sociais.html

Humor ateu ----------Arqueólogos apontam novos indícios sobre ressurreição de Jesus

Um grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos apresentou em Nova York as conclusões de uma pesquisa que apresenta indícios da ressurreição de Jesus a partir de um túmulo localizado em Jerusalém há três décadas. "Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras", afirmou nesta terça-feira o professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, um dos responsáveis pela pesquisa.
O túmulo em questão foi descoberto em 1981 durante as obras de construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de 4 km da Cidade Antiga de Jerusalém. Um ano antes, neste mesmo lugar, foi encontrado um túmulo que muitos acreditam ser de Jesus e sua família.
Ao lado do professor de Arqueologia Rami Arav, da Universidade de Nebraska, e do cineasta canadense de origem judaica Simcha Jacobovici, Tabor conseguiu uma permissão da Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e 2010. Em uma das ossadas encontradas, que os especialistas situam em torno do ano 60 d.C., é possível ver a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que, segundo os pesquisadores, seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas.
A pesquisa, realizada com uma equipe de câmeras de alta tecnologia, também descobriu uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus, detalhou à Agência Efe o professor Tabor, que acrescentou que essa prova pode ter sido realizada "por alguns dos primeiros seguidores de Jesus".
"Nossa equipe se aproximou do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores", acrescentou o especialista, que acaba de publicar um livro com todas as conclusões de sua pesquisa, The Jesus Discovery.
O professor reconhece que suas conclusões são "controversas" e que vão causar certo repúdio entre os "fundamentalistas religiosos", enquanto outros acadêmicos seguirão duvidando das evidências arqueológicas da cristandade.
Anteriormente, essa mesma equipe de pesquisadores participou do documentário O Túmulo Secreto de Jesus, produzido pelo cineasta James Cameron. Na obra, os arqueólogos encontraram dez caixões que asseguram pertencer a Jesus e sua família, incluindo Virgem Maria, Maria Madalena e um suposto filho de Jesus. Segundo o documentário, as ossadas encontradas supostamente apresentavam inscrições correspondentes às identidades de Jesus e sua família, o que acaba reforçando a versão apresentada no livro "O Código da Vinci", de Dan Brown, o mesmo que indica que Jesus foi casado com Maria Madalena e que ambos teriam tido um filho juntos.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5638323-EI8147,00-Arqueologos+apontam+novos+indicios+sobre+ressurreicao+de+Jesus.html

Cientistas usam cocaína para entender funcionamento do cérebro

Uma equipe de cientistas franceses conseguiu detectar, mediante o emprego de cocaína em ratos, um novo esquema de funcionamento do cérebro, informou nesta terça-feira o Centro Francês de Pesquisas Científicas (CNRS). A cocaína é um estimulante muito potente que tem consequências diretas no cérebro até o ponto de bloquear a recepção de neurotransmissores que influenciam em vários processos físicos e psicológicos.
Os pesquisadores identificaram, a partir de testes realizados com roedores, uma relação entre o aumento da densidade dos espinhos dendríticos e a cocaína no núcleo accumbens, um grupo de neurônios fundamental na captação de efeitos aditivos e outros comportamentos como o medo e a tomada de decisões.
Os cientistas bloquearam o aumento de espinhos após injetar diretamente no centro e no exterior deste grupo de neurônios anisomicina, um inibidor da síntese de proteínas. Esta experiência demonstrou que os efeitos da cocaína se devem a uma transferência de neuroplasticidade causada pelo aumento de espinhos dendríticos do centro até o exterior do núcleo.
A inovação da pesquisa é que até o momento, segundo a nota do CNRS, não existia uma demonstração do envio de informação de centro ao exterior, enquanto, no sentido contrário, estava bem documentada. Os resultados da pesquisa feita pelo CNRS e pela Universidade Paris Descartes (França), foram publicados na revista de medicina PLoS One.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5637867-EI8147,00-Cientistas+usam+cocaina+para+entender+funcionamento+do+cerebro.html

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Estudo desmente teorias sobre desaparecimento do cromossomo Y

As teorias de que os homens eventualmente vão desaparecer porque o cromossomo Y, que determina a masculinidade, está encolhendo estariam muito erradas, segundo um estudo genético publicado nesta quarta-feira.
O cenário da condenação dos homens ganhou destaque quase uma década atrás quando os cientistas descobriram que o cromossomo masculino tinha se reduzido drasticamente. Ele passou de um super-Y com mais de 1.400 genes, há centenas de milhões de anos, para um pequeno e nodoso cromossomo com apenas dezenas de genes.
Essa descoberta levou a pensar que o Y estava em apuros. Os humanos poderiam acabar como as ratazanas toupeiras transcaucasianas, um pensamento preocupante. Mamífero cujo cromossomo Y foi vencido pela pressão evolucionária, a ratazana toupeira se diferenciou em duas espécies, um das quais não possui o cromossomo Y. Como o gênero de sua prole é determinado ainda é um mistério.
No pior cenário, os homens desapareceriam sem meios artificiais para garantir a continuidade do sexo masculino ameaçado. Algumas vozes apocalípticas dizem que isso poderia acontecer em cerca de cinco milhões de anos e outras em apenas 125 mil anos, com o cromossomo Y seguindo o caminho do pássaro extinto Dodo.
Mas o novo estudo diz que a diminuição dos cromossomos Y ocorreu em um passado muito distante e que o cromossomo tem se mantido maravilhosamente estável há milhões de anos. O genoma humano tem 22 pares de cromossomos mais um par que determina o sexo. Se você é uma mulher, tem dois cromossomos X; se você é um homem, um X e um Y.
A nova evidência vem de uma comparação do cromossomo Y humano com o do macaco rhesus - um famoso macaco do Velho Mundo cujo caminho evolucionário se diferenciou dos humanos e chipanzés cerca de 25 milhões de anos atrás. O cromossomo Y do rhesus não perdeu um único gene ancestral em todo esse tempo, disse o estudo.
Em comparação, o Y humano perdeu um gene ancestral, o que aconteceu em um minúsculo segmento que corresponde a apenas três por cento do cromossomo inteiro. "Sem a perda dos genes do Y do rhesus e um gene perdido no Y humano, está claro que o Y não vai a lugar algum", afirmou Jennifer Hughes do Whitehead Institute for Biomedical Research do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
O chefe de Hughes, David Page, disse que tem combatido a noção de "declínio do Y" nos últimos 10 anos e acredita que o novo estudo "simplesmente destrói" a teoria. "Eu não posso dar uma palestra sem ser questionado sobre o desaparecimento do Y", reclamou. "Esta ideia tem sido tão persuasiva que tem nos impedido de avançar em questões realmente importantes sobre o Y", afirmou.
Antes de eles se tornarem cromossomos sexuais especializados, o X e o Y eram essencialmente como os cromossomos comuns e costumavam trocar genes com qualquer outro, um processo chamado cruzamento que ajuda a eliminar mutações perigosas e manter um amplo conjunto de genes, de acordo com a equipe de Page. Mas o cruzamento X-Y parou, fazendo o cromossomo Y perder rapidamente dezenas de genes indesejados em cinco etapas. "Então ele se nivelou e ele vem fazendo isso muito bem desde então", concluiu Page.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5626846-EI8147,00-Estudo+desmente+teorias+sobre+desaparecimento+do+cromossomo+Y.html