Pesquisa realizada pelo Datafolha a pedido da Associação Paulista de Medicina (APM) e divulgada nesta quinta-feira (23) mostra que planos de saúde ameaçam o exercício da medicina. Ataques à autonomia dos médicos, interferência descabida na relação com os pacientes, pressões para redução de internações, de exames e outros procedimentos são problemas detectados em todo o Estado de São Paulo, segundo o levantamento.
Tipo de interferência dos planos e seguros, segundo os médicos (Fonte: Datafolha/AFP)
Contestar procedimentos ou medidas terapêuticas 79%
Número de exames ou procedimentos 77%
Atos diagnósticos e terapêuticos mediante designação de auditores 71%
Restrições a doenças pré-existentes 71%
Tempo de internação a pacientes 56%
Prescrição de medicamentos de alto custo 47%
Período de internação pré-operatório 46%
Em uma escala de zero a dez, o médico paulista atribui nota 4,7 para os planos ou seguros saúde no Brasil. Considerando apenas as empresas com as quais tem ou tiveram algum relacionamento nos últimos cinco anos, a avaliação é similar: nota média de 5,1 em escala de zero a dez.
Mais de 90% dos médicos denunciam interferência dos planos de saúde em sua autonomia profissional. Em uma escala de zero a dez, é atribuída nota 6,0 para o grau de interferência dos planos de saúde. Nota maior é dada pelos médicos que atuam na capital.
Para cerca de três em cada dez médicos, recusar determinado procedimento ou medida terapêutica é o tipo de interferência que mais afeta a autonomia médica. Outros tipos de interferência apontados se referem a solicitação de exames e procedimentos, atos diagnósticos ou terapêuticos mediante a designação de auditores e restrições a doenças preexistentes.
Foram entrevistados médicos cadastrados no Conselho Federal de Medicina (CFM) que atendem planos ou seguros de saúde particulares e trabalharam com, no mínimo, três planos ou seguros saúde nos últimos cino anos.
A pesquisa ocorreu entre os dias 23 de junho e 18 de agosto. Houve 403 entrevistas, sendo 200 na capital e 203 no interior ou outras cidades da região metropolitana. A margem de erro máxima, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%, é de 5 pontos percentuais para o total da amostra e 7 pontos percentuais para capital e interior.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representante das operadoras, divulgou nota no fim da tarde para esclarecer que "suas afiliadas não fazem qualquer restrição ao acesso a serviços - como internações e exames – desde que estejam previstos nas coberturas contratuais dos planos e nas diretrizes determinadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No ano passado, por exemplo, foram autorizadas 62 milhões de consultas, 146 milhões de exames em todo o país".
O comunicado também diz que as operadoras consideram que o médico é soberano no diagnóstico e tratamento dos pacientes, e que a observância de critérios é fundamental para garantir o bom funcionamento do sistema e a assistência efetiva aos beneficiários.
Veja alguns resultados da Pesquisa Datafolha/APM
Pior plano de saúde Há um empate entre os piores planos do Estado. Medial, Intermédica, Amil e Cassi são os mais citados
Piores honorários Medial e Intermédica dividem o primeiro lugar como os planos que pagam os piores honorários médicos
Procedimentos burocráticos Quando o assunto é burocracia há pulverização dos resultados. Oito planos dividem a primeira colocação como o mais burocrático. Três em cada dez médicos paulistas percebem que todos os planos ou seguro saúde são burocráticos
Interferência na autonomia Cerca de nove em cada dez médicos declaram que há interferência dos planos ou seguros saúde que trabalham ou trabalharam, na autonomia técnica do médico. 52% afirmam que esta prática é comum a todos/maioria dos planos
Maior interferência em tempo de internação Na opinião dos médicos, Amil, Sul América, Cassi, Medial e Bradesco são os planos que mais interferem no tempo de internação
Interferência no período de internação pré-operatório A opinião dos médicos da capital e interior difere quanto ao plano que mais interfere no período de internação pré-operatório. E, 31% acham que todos os planos interferem na mesma intensidade
Glosas (contestações) e medidas terapêuticas Amil, Sul América e Medial são os planos que mais glosam (contestam) procedimento e medidas terapêuticas, segundo a pesquisa
Interferência número de exames e procedimentos Amil, Medial, Intermédica e Sul América destacam-se como os que mais interferem no número de exames e procedimentos
Interferência em atos diagnósticos e terapêuticos mediante designação de auditores Os mais citados são Amil, Medial e Sul América
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http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/09/23/pressao-de-planos-de-saude-inviabiliza-exercicio-da-medicina-mostra-pesquisa.jhtm
domingo, 26 de setembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Veja lista de 178 profissões que poderão ser exercidas por demitidos em Cuba
regime cubano divulgou lista de 178 profissões que poderão ser exercidas na ilha pelos 500 mil funcionários estatais que devem ser demitidos até março de 2011.
Veja a relação:
1. Afinador e reparador de instrumentos musicais
2. Vendedor de água
3. Pedreiro
4. Aluguel de animais
5. Aluguel de roupas
6. Amolador (de facas, por exemplo)
7. Animador de festas, palhaço ou mágico
8. Arreeiro [tropeiro]
9. Artesão
10. Serrador de madeira
11. Assistente infantil para o cuidado de crianças
12. Barbeiro
13. Bordadeira - tecelã
14. Boiadeiro ou condutor de carroças
15. Canteiro
16. Carpinteiro
17. Carregador de malas
18. Chaveiro
19. Serralheiro
20. Cobrador-pagador.
21. Serviço de carroça para uso infantil puxada por animais
22. Comprador-vendedor de discos
23. Comprador-vendedor de livros usados
24. Construtor, vendedor ou montador de antenas de rádio e televisão
25. Construtor, vendedor ou reparador de artigos de vime
26. Criador-vendedor de animais de estimação
27. Vidraceiro
28. Cuidador de animais
29. Encarregado de casas de banho públicas
30. Cuidador de doentes, incapacitados ou idosos
31. Zelador de parques
32. Curtidor de peles (exceto couro de gado de grande porte)
33. Decorador.
34. Podador de palmeiras
35. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas mediante serviço gastronômico (paladares). Exerce a atividade em seu domicílio com o uso de mesas, cadeiras, bancos ou semelhantes, com capacidade para até 20 pessoas.
36. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas não alcoólicas a domicílio
37. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas não alcoólicas no varejo, em seu domicílio ou de porta em porta
38. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas não alcoólicas no varejo em ponto de venda fixo (cafeteria)
39. Produtor-vendedor de carvão
40. Produtor-vendedor de vinhos
41. Produtor-vendedor de cangas (de boi), arreios e cordas
42. Eletricista
43. Eletricista de automóveis
44. Encarregado, faxineiro e responsável pela manutenção de máquinas de imóveis
45. Encadernador de livros
46. Enrolador de motores, bobinas e outros equipamentos
47. Treinador de animais
48. Fabricante-vendedor de coroas e flores
49. Forrador de botões
50. Fotógrafo.
51. Esfregador e engraxador de equipamentos automotivos
52. Agente de viagens
53. Entalhador de objetos
54. Ferreiro de animais ou produtor-vendedor de ferraduras e pregos
55. Funileiro
56. Instrutor de autoescola
57. Instrutor de práticas esportivas (exceto artes marciais)
58. Jardineiro.
59. Lavadeiro ou passador (de roupas)
60. Lenhador
61. Engraxate
62. Limpador e testador de velas de ignição
63. Limpador e reparador de túmulos
64. Manicure.
65. Maquiador
66. Massagista
67. Aplicador de massa de vidraceiro
68. Mecânico de equipamentos de refrigeração
69. Datilógrafo
70. Mensageiro.
71. Modista ou alfaiate
72. Moendeiro
73. Operador de áudio
74. Operador de compressor de ar, borracheiro
75. Operador de equipamentos de recreação infantil
76. Manobrista e responsável por equipamentos automotores, bicicletas e triciclos
77. Cabeleireira
78. Tosador de animais domésticos
79. Empregado doméstico
80. Pintor de automóveis
81. Pintor ou envernizador de bens móveis
82. Pintor de imóveis
83. Pintor de faixas
84. Piscicultor
85. Plastificador
86. Encanador
87. Cavador ou limpador de poços
88. Produtor-vendedor de artigos diversos de uso doméstico
89. Produtor-vendedor de acessórios de borracha
90. Produtor-vendedor de artigos de cerâmica
91. Produtor-vendedor ou coletor de artigos de cerâmica ou outros materiais para uso em construções
92. Produtor-vendedor de artigos religiosos (exceto peças que tenham valor patrimonial, segundo normas do Ministério da Cultura) e vendedor de animais para essas finalidades
93. Produtor-vendedor de panos de prato e tecidos de selas
94. Produtor-vendedor de bijuterias de metal e materiais naturais
95. Produtor-vendedor de calçados
96. Produtor-vendedor de escovas, vassouras e similares
97. Produtor-vendedor de figuras de gesso
98. Produtor-vendedor de flores e plantas ornamentais
99. Produtor-vendedor de pinhatas [quebra-panela ou quebra-pote] e artigos semelhantes para festas de aniversário
100. Produtor, coletor, vendedor de plantas para alimentação de animais ou Produtor, coletor, vendedor de ervas medicinais.
101. Professor de música e outras artes
102. Professor de taquigrafia, datilografia e idiomas
103. Programador de computadores
104. Polidor de metais
105. Coletor-vendedor de recursos naturais
106. Coletor-vendedor de matérias-primas
107. Relojoeiro
108. Consertador de artigos de couro e similares
109. Consertador de artigos de joalheria
110. Consertador de estruturas de camas
111. Consertador de baterias de automóveis
112. Consertador de bicicletas
113. Consertador de bijuteria
114. Manutenção de cercas e caminhos
115. Consertador de fogões
116. Consertador de colchões
117. Consertador de objetos pequenos
118. Consertador de equipamentos de escritório
119. Reparador de equipamentos elétricos e eletrônicos
120. Consertador de equipamentos mecânicos e de combustão
121. Consertador de óculos
122. Consertador de máquinas de costura
123. Consertador de selas e arreios
124. Consertador de guarda-chuvas e sombrinhas
125. Consertador e reabastecedor de isqueiros
126. Inspetor, excetuando professores na ativa
127. Restaurador de bonecos e outros brinquedos
128. Restaurador de obras de arte.
129. Guarda noturno ou porteiro de edifício residencial
130. Soldador
131. Seleiro
132. Tapeceiro
133. Telhador
134. Contador assistente (com a exceção de contadores e técnicos médicos em contabilidade com vínculo trabalhista na especialidade)
135. Tingidor de tecidos
136. Torneiro
137. Torrador
138. Trabalhador agropecuário eventual
139. Tradutor de documentos
140. Tosador
141. Debulhador
142. Vendedor de produção agrícola em pontos de venda e barracas
143. Sapateiro
144. Trabalhador contratado (solicitado pelo trabalhador autônomo para auxiliá-lo)
145. Locador de moradias, quartos e espaços que sejam parte integrante da residência
146. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas mediante serviço gastronômico com características especiais do Bairro Chinês
147. Serviço de passeio em carruagens coloniais
148. Contratistas particulares
Profissões ligadas às tradições nacionais
149. Habaneras (canto e dança típicos)
150. Cartomantes
151. Artista de dança folclórica
152. Grupo musical "Los Mambises"
153. Caricaturistas
154. Vendedoras de flores artificiais
155. Pintores de rua
156. Dândi
157. Cabeleireiras penteadoras de tranças
158. Descascador de frutas naturais
159. Duo de dança "Amor"
160. Casal de dançarinos "Benny Moré"
161. Exibição de cães amestrados
162. Duo musical "Los amigos"
163. Figurantes
164. Cabeleireiro tradicional
Transporte de carga e passageiros
165. Caminhões
166. Caminhonetes
167. Painéis
168. Ônibus
169. Microônibus
170. Automóveis
171. Trens
172. Jipes
173. Embarcações para transporte de passageiros
174. Motocicletas
175. Triciclos
Tração animal e humana
176. Carroças
177. Carruagens
178. Bicicletas
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http://www1.folha.uol.com.br/mundo/804460-veja-lista-de-178-profissoes-que-poderao-ser-exercidas-por-demitidos-em-cuba.shtml
Veja a relação:
1. Afinador e reparador de instrumentos musicais
2. Vendedor de água
3. Pedreiro
4. Aluguel de animais
5. Aluguel de roupas
6. Amolador (de facas, por exemplo)
7. Animador de festas, palhaço ou mágico
8. Arreeiro [tropeiro]
9. Artesão
10. Serrador de madeira
11. Assistente infantil para o cuidado de crianças
12. Barbeiro
13. Bordadeira - tecelã
14. Boiadeiro ou condutor de carroças
15. Canteiro
16. Carpinteiro
17. Carregador de malas
18. Chaveiro
19. Serralheiro
20. Cobrador-pagador.
21. Serviço de carroça para uso infantil puxada por animais
22. Comprador-vendedor de discos
23. Comprador-vendedor de livros usados
24. Construtor, vendedor ou montador de antenas de rádio e televisão
25. Construtor, vendedor ou reparador de artigos de vime
26. Criador-vendedor de animais de estimação
27. Vidraceiro
28. Cuidador de animais
29. Encarregado de casas de banho públicas
30. Cuidador de doentes, incapacitados ou idosos
31. Zelador de parques
32. Curtidor de peles (exceto couro de gado de grande porte)
33. Decorador.
34. Podador de palmeiras
35. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas mediante serviço gastronômico (paladares). Exerce a atividade em seu domicílio com o uso de mesas, cadeiras, bancos ou semelhantes, com capacidade para até 20 pessoas.
36. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas não alcoólicas a domicílio
37. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas não alcoólicas no varejo, em seu domicílio ou de porta em porta
38. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas não alcoólicas no varejo em ponto de venda fixo (cafeteria)
39. Produtor-vendedor de carvão
40. Produtor-vendedor de vinhos
41. Produtor-vendedor de cangas (de boi), arreios e cordas
42. Eletricista
43. Eletricista de automóveis
44. Encarregado, faxineiro e responsável pela manutenção de máquinas de imóveis
45. Encadernador de livros
46. Enrolador de motores, bobinas e outros equipamentos
47. Treinador de animais
48. Fabricante-vendedor de coroas e flores
49. Forrador de botões
50. Fotógrafo.
51. Esfregador e engraxador de equipamentos automotivos
52. Agente de viagens
53. Entalhador de objetos
54. Ferreiro de animais ou produtor-vendedor de ferraduras e pregos
55. Funileiro
56. Instrutor de autoescola
57. Instrutor de práticas esportivas (exceto artes marciais)
58. Jardineiro.
59. Lavadeiro ou passador (de roupas)
60. Lenhador
61. Engraxate
62. Limpador e testador de velas de ignição
63. Limpador e reparador de túmulos
64. Manicure.
65. Maquiador
66. Massagista
67. Aplicador de massa de vidraceiro
68. Mecânico de equipamentos de refrigeração
69. Datilógrafo
70. Mensageiro.
71. Modista ou alfaiate
72. Moendeiro
73. Operador de áudio
74. Operador de compressor de ar, borracheiro
75. Operador de equipamentos de recreação infantil
76. Manobrista e responsável por equipamentos automotores, bicicletas e triciclos
77. Cabeleireira
78. Tosador de animais domésticos
79. Empregado doméstico
80. Pintor de automóveis
81. Pintor ou envernizador de bens móveis
82. Pintor de imóveis
83. Pintor de faixas
84. Piscicultor
85. Plastificador
86. Encanador
87. Cavador ou limpador de poços
88. Produtor-vendedor de artigos diversos de uso doméstico
89. Produtor-vendedor de acessórios de borracha
90. Produtor-vendedor de artigos de cerâmica
91. Produtor-vendedor ou coletor de artigos de cerâmica ou outros materiais para uso em construções
92. Produtor-vendedor de artigos religiosos (exceto peças que tenham valor patrimonial, segundo normas do Ministério da Cultura) e vendedor de animais para essas finalidades
93. Produtor-vendedor de panos de prato e tecidos de selas
94. Produtor-vendedor de bijuterias de metal e materiais naturais
95. Produtor-vendedor de calçados
96. Produtor-vendedor de escovas, vassouras e similares
97. Produtor-vendedor de figuras de gesso
98. Produtor-vendedor de flores e plantas ornamentais
99. Produtor-vendedor de pinhatas [quebra-panela ou quebra-pote] e artigos semelhantes para festas de aniversário
100. Produtor, coletor, vendedor de plantas para alimentação de animais ou Produtor, coletor, vendedor de ervas medicinais.
101. Professor de música e outras artes
102. Professor de taquigrafia, datilografia e idiomas
103. Programador de computadores
104. Polidor de metais
105. Coletor-vendedor de recursos naturais
106. Coletor-vendedor de matérias-primas
107. Relojoeiro
108. Consertador de artigos de couro e similares
109. Consertador de artigos de joalheria
110. Consertador de estruturas de camas
111. Consertador de baterias de automóveis
112. Consertador de bicicletas
113. Consertador de bijuteria
114. Manutenção de cercas e caminhos
115. Consertador de fogões
116. Consertador de colchões
117. Consertador de objetos pequenos
118. Consertador de equipamentos de escritório
119. Reparador de equipamentos elétricos e eletrônicos
120. Consertador de equipamentos mecânicos e de combustão
121. Consertador de óculos
122. Consertador de máquinas de costura
123. Consertador de selas e arreios
124. Consertador de guarda-chuvas e sombrinhas
125. Consertador e reabastecedor de isqueiros
126. Inspetor, excetuando professores na ativa
127. Restaurador de bonecos e outros brinquedos
128. Restaurador de obras de arte.
129. Guarda noturno ou porteiro de edifício residencial
130. Soldador
131. Seleiro
132. Tapeceiro
133. Telhador
134. Contador assistente (com a exceção de contadores e técnicos médicos em contabilidade com vínculo trabalhista na especialidade)
135. Tingidor de tecidos
136. Torneiro
137. Torrador
138. Trabalhador agropecuário eventual
139. Tradutor de documentos
140. Tosador
141. Debulhador
142. Vendedor de produção agrícola em pontos de venda e barracas
143. Sapateiro
144. Trabalhador contratado (solicitado pelo trabalhador autônomo para auxiliá-lo)
145. Locador de moradias, quartos e espaços que sejam parte integrante da residência
146. Produtor-vendedor de alimentos e bebidas mediante serviço gastronômico com características especiais do Bairro Chinês
147. Serviço de passeio em carruagens coloniais
148. Contratistas particulares
Profissões ligadas às tradições nacionais
149. Habaneras (canto e dança típicos)
150. Cartomantes
151. Artista de dança folclórica
152. Grupo musical "Los Mambises"
153. Caricaturistas
154. Vendedoras de flores artificiais
155. Pintores de rua
156. Dândi
157. Cabeleireiras penteadoras de tranças
158. Descascador de frutas naturais
159. Duo de dança "Amor"
160. Casal de dançarinos "Benny Moré"
161. Exibição de cães amestrados
162. Duo musical "Los amigos"
163. Figurantes
164. Cabeleireiro tradicional
Transporte de carga e passageiros
165. Caminhões
166. Caminhonetes
167. Painéis
168. Ônibus
169. Microônibus
170. Automóveis
171. Trens
172. Jipes
173. Embarcações para transporte de passageiros
174. Motocicletas
175. Triciclos
Tração animal e humana
176. Carroças
177. Carruagens
178. Bicicletas
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http://www1.folha.uol.com.br/mundo/804460-veja-lista-de-178-profissoes-que-poderao-ser-exercidas-por-demitidos-em-cuba.shtml
FHC admite eleição de Dilma e diz que isso fará país se desenvolver mais lentamente
Em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu a possibilidade de Dilma Rousseff (PT) ser eleita presidente.
O repórter Jonathan Wheatley relata em seu texto que sugeriu, em entrevista há cerca de duas semanas e meia, que já se sabia quem seria eleito. FHC apenas respondeu "sim".
"Isso vai nos impedir de desenvolver mais rapidamente. Mas isso não vai levar o Brasil para trás. A sociedade é muito forte para isso", completou o ex-presidente, ao ser questionado o que isso significaria.
Acompanhe a Folha Poder no Twitter
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FHC também criticou a forma como o PSDB fez oposição ao governo. "A oposição entendeu errado. Nós permitimos a mitificação de Lula. Mas Lula não é um revolucionário. Ele veio da classe trabalhadora e se comporta como se fizesse parte da velha elite conservadora."
Para o ex-presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parou as reformas necessárias. "De certa forma, Lula tem anestesiado o Brasil. Nós esquecemos que o Brasil precisa continuar avançando. O que eu consegui fazer levou o país para frente. Mas então isso parou. Apenas parou."
Segundo FHC, Lula será lembrado como um Lech Walesa que deu certo. Sindicalista, Walesa foi presidente da Polônia de 1990 a 1995.
"Acho que ele será lembrado pelo crescimento e pela continuidade, e por colocar mais ênfase nos gastos sociais."
.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/804755-fhc-admite-eleicao-de-dilma-e-diz-que-isso-fara-pais-se-desenvolver-mais-lentamente.shtml
O repórter Jonathan Wheatley relata em seu texto que sugeriu, em entrevista há cerca de duas semanas e meia, que já se sabia quem seria eleito. FHC apenas respondeu "sim".
"Isso vai nos impedir de desenvolver mais rapidamente. Mas isso não vai levar o Brasil para trás. A sociedade é muito forte para isso", completou o ex-presidente, ao ser questionado o que isso significaria.
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FHC também criticou a forma como o PSDB fez oposição ao governo. "A oposição entendeu errado. Nós permitimos a mitificação de Lula. Mas Lula não é um revolucionário. Ele veio da classe trabalhadora e se comporta como se fizesse parte da velha elite conservadora."
Para o ex-presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parou as reformas necessárias. "De certa forma, Lula tem anestesiado o Brasil. Nós esquecemos que o Brasil precisa continuar avançando. O que eu consegui fazer levou o país para frente. Mas então isso parou. Apenas parou."
Segundo FHC, Lula será lembrado como um Lech Walesa que deu certo. Sindicalista, Walesa foi presidente da Polônia de 1990 a 1995.
"Acho que ele será lembrado pelo crescimento e pela continuidade, e por colocar mais ênfase nos gastos sociais."
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http://www1.folha.uol.com.br/poder/804755-fhc-admite-eleicao-de-dilma-e-diz-que-isso-fara-pais-se-desenvolver-mais-lentamente.shtml
Especialista: 98% do que consumimos contêm transgênicos
ANGELA JOENCK
O debate sobre a possível aprovação do salmão geneticamente modificado pelas autoridades americanas reascendeu a discussão em torno dos alimentos transgênicos. Em entrevista ao Terra, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em organismos geneticamente modificados, Marcelo Gravina de Moraes, explica o quanto do que consumimos já possui elementos transgênicos.
Todos nós consumimos alimentos derivados da soja e do milho, que, no Brasil, são majoritariamente transgênicos. Agora, o salmão transgênico está sob avaliação do FDA, nos EUA. Ele é seguro?
Por ser transgênico, não haveria nenhuma diferença se é uma planta, um animal, bactéria, ou fungo, o processo de transformação genética não difere muito, o que interessa mais é o gene que você está colocando. O fato de ser transgênico não é o problema, tanto que nós usamos muitas bactérias transgênicas há muitos anos e ninguém se dá conta. Por exemplo, as pessoas não têm medo de consumir pão. Mas o pão usa enzimas produzidas por bactérias transgênicas. A cerveja também.
Quantos por cento do que consumimos é transgênico?
Quase 98%. Em todo o produto industrializado que contém enzimas - algumas são flavorizantes, algumas são conservantes - são enzimas biológicas produzidas por bactérias transgênicas. Só que a bactéria não está ali, o que está ali é a enzima, mas ela é produzida por um outro organismo. Fazendo uma analogia, por exemplo, com o óleo de soja, a soja é transgênica, mas o óleo de onde foi tirado o grão não é soja. É um produto da soja, mas, nesse caso, é a mesma coisa. Então o produto que você consome não é sempre o organismo em si.
Mas as vezes é. Por exemplo, se comemos um milho, o grão do milho tem o DNA, e ali tem aquele pedacinho de gene que foi colocado nas plantas. A segurança não é dada pelo processo. A transformação genética é uma forma a mais de melhoramento genético. Ela não é insegura. Por todos os estudos que têm sido feitos ela é segura, o que interessa é o gene que está sendo colocado. Eu posso colocar num peixe, por exemplo, um gene de hormônio de crescimento, como é o caso do salmão dos Estados Unidos.O que eles tem que garantir é que isso que colocaram ali não vai interferir no organismo humano. Muitas vezes é um hormônio parecido com o que ele já tem.
A verificação é praxe para todos os produtos?
Isso é análise de biosegurança do produto, que sempre é feita com qualquer transgênico, seja ele animal, vegetal, ou microorganismo. Uma coisa importante que a gente tenta sempre comparar para as pessoas entenderem é que muitos desses animais, galinhas, etc, já tem hormônios usados na sua ração. Os salmões que são criados em cativeiro recebem ração e nela entram vários aditivos, elementos da nutrição, além de medicamentos. Então você já está consumindo aquilo.
O fato do peixe ter um gene que vai alterar o seu crescimento, ou se alguém vai colocar um aditivo na ração que altera o crescimento porque ele comeu aquilo, sob o ponto de vista de biosegurança, são coisas que tem que ser tratadas também. A gente tem que pensar no que é diferente do que já se faz. Ele não é um salmão que foi pescado nas profundezas do atlântico, que nunca teve contato com ração. É salmão de criatório. É um peixe criado como uma galinha, como um porco, é criado com uma dieta artificial, numa condição de crescimento artificial.
É possível causar algum mal através da transformação genética de alimentos?
Eu conheço bem a parte genética, como é que se faz tudo, e ninguém seria maluco de fazer algo em termos negativos, nesse caso. Pode-se transformar o salmão com um gene que seja uma toxina! Mas não é o caso aqui¿é um gene que altera o crescimento do animal, que ele poderia receber por um cruzamento, ou por uma seleção, ou por uma mutação, por outros processos. A engenharia genética é mais um desses processos que se faz pra criar uma determinada característica.
As pessoas tem medo da palavra "transgênico"?
Se eu dissesse "o salmão mutante", que foi irradiado e que pode produzir coisas muito terríveis, ninguém ficaria preocupado porque não diz a palavra "transgênico". Ou se dissessem "o salmão que se alimenta de uma ração com doses absurdas de hormônio pra crescer". Quem é que vai se preocupar? Quer dizer que porque não é transgênico, não é problema? Não é bem assim.
O mais importante é saber se o que foi posto ali é uma coisa segura, se não vai alterar o alimento, se a ração que é dada também é segura, se a água é limpa, todas as coisas que cercam são importantes. Tem coisas que são realmente muito mais importantes do que a transgenia, até porque, na verdade, o que é transformado não é o peixe que você vai comer. O que é transformado é um determinado reprodutor, que depois vai cruzar. Então esse gene é incorporado nessa população de salmão. A pessoa pensa ¿ah, é um salmão que eu dou uma injeção e ele fica transgênico¿. Não funciona assim.
Como acontece?
Cria-se uma linhagem, uma família, uma população de salmões que contém um gene que um individuo ancestral recebeu. E isso de um animal receber genes de várias formas acontece na natureza. Então somos tranquilo enquanto a isso. A não ser que você faça intencionalmente algo mau. Eu sempre coloco esse ¿senão¿. Porque na engenharia genética é possível construir coisas ruins. Mas a gente não pode confundir isso com a ciência da produção de alimentos, que está aqui numa intenção de melhorar nosso mundo.
Mas é possível controlar as modificações genéticas "malignas"?
Isso não se faz. E por isso existem os órgãos regulatórios. Em plantas já temos muitos casos, mas quando é um animal, eu imagino que a primeira vez que o processo é feito, os cuidados são diferentes. Por exemplo, esse salmão vai viver num açude? Ele vai escapar para a natureza? Ele vai ser jogado no mar? Regras devem ser obedecidas. Este salmão não poderá passar esses genes pra outros salmões. Isso é uma regra com a qual se trabalha sempre com transgênicos, que é a contenção. Não permitir que isso fique na natureza.
Como estimar o que é alimento transgênico?
A gente estima pelo que é plantado. Batatas transgênicas não existem no Brasil. Temos soja, milho e algodão, nada mais. De resto, o que podemos ter são micro-organismos, mas eles não entram na legislação como transgênicos. A nossa legislação só é válida para os produtos que são consumidos. Se você transforma uma bactéria para produzir uma enzima, e a empresa purifica a enzima e usa-a para produzir um alimento, isso não é transgênico. Agora, se você transforma uma planta e consome parte dela, é transgênico. Isso é muito discutível em termos de legislação internacional, mas o Brasil adotou esta prática.
Os países europeus são contra transgênicos em plantas, mas o queijo é transgênico, porque toda a parte microbiológica da indústria de alimentos deles é transgênica. Só que eles consideram que isso é um aditivo. Você está consumindo um queijo que possui uma enzima transgênica, mas a vaca não é transgênica, não tem nada no leite que é transgênico, é só um produto químico, vamos dizer assim, uma enzima biológica que foi extraída de um outro organismo. Então "isso não é transgênico", dizem eles.
Mas, no Brasil, nós só consumimos derivados de soja, milho e algodão. Se estima que em torno de 80% da soja plantada no país é transgênica. Se for no estado do Rio Grande so Sul, é quase 100%. Em termos de Brasil é um pouco menos. Era 70% há um ou dois anos, mas isso vai entrando na cadeia alimentar, e nesse último ano, quase 80%. Aí você vê a quantidade de alimentos que possuem transgênicos: a soja entra até em embutidos de animais, como salsichas, entra em bebidas, farinhas, etc. O óleo de soja, praticamente todo ele é transgênico, e inclusive é rotulado também. E são todos genes conhecidos, são seguros, foram estudados na parte de biosegurança alimentar de forma muito rigorosa.
Quando foram desenvolvidos os transgênicos?
É uma tecnologia que foi desenvolvida na década de 80, e começou a ser usada em outros países na década de 90 e, no Brasil, foi em 2000 que começou a ser plantado. Então muitos países já consumiam bem mais que nós há muito mais tempo. Sempre quando entra alguma coisa diferente, aí sim é que surge um pouco de debate. Por exemplo, com o milho. Em alguns países tem um milho que é rico em aminoácidos, a lisina, e ele não existe no Brasil. Todos os nossos transgênicos de milho são para produzir uma proteína para uso agrícola, para tolerância herbicida, resistência a insetos, tudo a mesma coisa, praticamente. Agora esse milho rico em lisina é um milho diferente, ele visa melhorar a nossa alimentação.
O Brasil não pensou ainda nem em liberar, talvez ainda falte muito tempo pra que isso aconteça. Talvez o salmão chegue aqui daqui vinte anos. Aqui as coisas são mais lentas. É bom pra nós, a gente fica mais seguro, mas os alimentos que temos hoje não oferecem problema nenhum. Até o momento não há relatos de alergias, de pessoas intoxicadas, ou qualquer tipo de coisa. Já temos 14 anos de uso comercial de transgênicos no mundo. Mas nunca se pode generalizar. Se alguém pegar uma planta dessas, colocar uma coisa pra fazer mal, como numa guerra biológica, pode se fazer coisas ruins. Até teria formas mais fáceis, mas se quiser fazer por transgenia, também dá. Mas sobre o uso em questões normais, não há o que se temer.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4698758-EI238,00-Especialista+do+que+consumimos+contem+transgenicos.html
O debate sobre a possível aprovação do salmão geneticamente modificado pelas autoridades americanas reascendeu a discussão em torno dos alimentos transgênicos. Em entrevista ao Terra, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em organismos geneticamente modificados, Marcelo Gravina de Moraes, explica o quanto do que consumimos já possui elementos transgênicos.
Todos nós consumimos alimentos derivados da soja e do milho, que, no Brasil, são majoritariamente transgênicos. Agora, o salmão transgênico está sob avaliação do FDA, nos EUA. Ele é seguro?
Por ser transgênico, não haveria nenhuma diferença se é uma planta, um animal, bactéria, ou fungo, o processo de transformação genética não difere muito, o que interessa mais é o gene que você está colocando. O fato de ser transgênico não é o problema, tanto que nós usamos muitas bactérias transgênicas há muitos anos e ninguém se dá conta. Por exemplo, as pessoas não têm medo de consumir pão. Mas o pão usa enzimas produzidas por bactérias transgênicas. A cerveja também.
Quantos por cento do que consumimos é transgênico?
Quase 98%. Em todo o produto industrializado que contém enzimas - algumas são flavorizantes, algumas são conservantes - são enzimas biológicas produzidas por bactérias transgênicas. Só que a bactéria não está ali, o que está ali é a enzima, mas ela é produzida por um outro organismo. Fazendo uma analogia, por exemplo, com o óleo de soja, a soja é transgênica, mas o óleo de onde foi tirado o grão não é soja. É um produto da soja, mas, nesse caso, é a mesma coisa. Então o produto que você consome não é sempre o organismo em si.
Mas as vezes é. Por exemplo, se comemos um milho, o grão do milho tem o DNA, e ali tem aquele pedacinho de gene que foi colocado nas plantas. A segurança não é dada pelo processo. A transformação genética é uma forma a mais de melhoramento genético. Ela não é insegura. Por todos os estudos que têm sido feitos ela é segura, o que interessa é o gene que está sendo colocado. Eu posso colocar num peixe, por exemplo, um gene de hormônio de crescimento, como é o caso do salmão dos Estados Unidos.O que eles tem que garantir é que isso que colocaram ali não vai interferir no organismo humano. Muitas vezes é um hormônio parecido com o que ele já tem.
A verificação é praxe para todos os produtos?
Isso é análise de biosegurança do produto, que sempre é feita com qualquer transgênico, seja ele animal, vegetal, ou microorganismo. Uma coisa importante que a gente tenta sempre comparar para as pessoas entenderem é que muitos desses animais, galinhas, etc, já tem hormônios usados na sua ração. Os salmões que são criados em cativeiro recebem ração e nela entram vários aditivos, elementos da nutrição, além de medicamentos. Então você já está consumindo aquilo.
O fato do peixe ter um gene que vai alterar o seu crescimento, ou se alguém vai colocar um aditivo na ração que altera o crescimento porque ele comeu aquilo, sob o ponto de vista de biosegurança, são coisas que tem que ser tratadas também. A gente tem que pensar no que é diferente do que já se faz. Ele não é um salmão que foi pescado nas profundezas do atlântico, que nunca teve contato com ração. É salmão de criatório. É um peixe criado como uma galinha, como um porco, é criado com uma dieta artificial, numa condição de crescimento artificial.
É possível causar algum mal através da transformação genética de alimentos?
Eu conheço bem a parte genética, como é que se faz tudo, e ninguém seria maluco de fazer algo em termos negativos, nesse caso. Pode-se transformar o salmão com um gene que seja uma toxina! Mas não é o caso aqui¿é um gene que altera o crescimento do animal, que ele poderia receber por um cruzamento, ou por uma seleção, ou por uma mutação, por outros processos. A engenharia genética é mais um desses processos que se faz pra criar uma determinada característica.
As pessoas tem medo da palavra "transgênico"?
Se eu dissesse "o salmão mutante", que foi irradiado e que pode produzir coisas muito terríveis, ninguém ficaria preocupado porque não diz a palavra "transgênico". Ou se dissessem "o salmão que se alimenta de uma ração com doses absurdas de hormônio pra crescer". Quem é que vai se preocupar? Quer dizer que porque não é transgênico, não é problema? Não é bem assim.
O mais importante é saber se o que foi posto ali é uma coisa segura, se não vai alterar o alimento, se a ração que é dada também é segura, se a água é limpa, todas as coisas que cercam são importantes. Tem coisas que são realmente muito mais importantes do que a transgenia, até porque, na verdade, o que é transformado não é o peixe que você vai comer. O que é transformado é um determinado reprodutor, que depois vai cruzar. Então esse gene é incorporado nessa população de salmão. A pessoa pensa ¿ah, é um salmão que eu dou uma injeção e ele fica transgênico¿. Não funciona assim.
Como acontece?
Cria-se uma linhagem, uma família, uma população de salmões que contém um gene que um individuo ancestral recebeu. E isso de um animal receber genes de várias formas acontece na natureza. Então somos tranquilo enquanto a isso. A não ser que você faça intencionalmente algo mau. Eu sempre coloco esse ¿senão¿. Porque na engenharia genética é possível construir coisas ruins. Mas a gente não pode confundir isso com a ciência da produção de alimentos, que está aqui numa intenção de melhorar nosso mundo.
Mas é possível controlar as modificações genéticas "malignas"?
Isso não se faz. E por isso existem os órgãos regulatórios. Em plantas já temos muitos casos, mas quando é um animal, eu imagino que a primeira vez que o processo é feito, os cuidados são diferentes. Por exemplo, esse salmão vai viver num açude? Ele vai escapar para a natureza? Ele vai ser jogado no mar? Regras devem ser obedecidas. Este salmão não poderá passar esses genes pra outros salmões. Isso é uma regra com a qual se trabalha sempre com transgênicos, que é a contenção. Não permitir que isso fique na natureza.
Como estimar o que é alimento transgênico?
A gente estima pelo que é plantado. Batatas transgênicas não existem no Brasil. Temos soja, milho e algodão, nada mais. De resto, o que podemos ter são micro-organismos, mas eles não entram na legislação como transgênicos. A nossa legislação só é válida para os produtos que são consumidos. Se você transforma uma bactéria para produzir uma enzima, e a empresa purifica a enzima e usa-a para produzir um alimento, isso não é transgênico. Agora, se você transforma uma planta e consome parte dela, é transgênico. Isso é muito discutível em termos de legislação internacional, mas o Brasil adotou esta prática.
Os países europeus são contra transgênicos em plantas, mas o queijo é transgênico, porque toda a parte microbiológica da indústria de alimentos deles é transgênica. Só que eles consideram que isso é um aditivo. Você está consumindo um queijo que possui uma enzima transgênica, mas a vaca não é transgênica, não tem nada no leite que é transgênico, é só um produto químico, vamos dizer assim, uma enzima biológica que foi extraída de um outro organismo. Então "isso não é transgênico", dizem eles.
Mas, no Brasil, nós só consumimos derivados de soja, milho e algodão. Se estima que em torno de 80% da soja plantada no país é transgênica. Se for no estado do Rio Grande so Sul, é quase 100%. Em termos de Brasil é um pouco menos. Era 70% há um ou dois anos, mas isso vai entrando na cadeia alimentar, e nesse último ano, quase 80%. Aí você vê a quantidade de alimentos que possuem transgênicos: a soja entra até em embutidos de animais, como salsichas, entra em bebidas, farinhas, etc. O óleo de soja, praticamente todo ele é transgênico, e inclusive é rotulado também. E são todos genes conhecidos, são seguros, foram estudados na parte de biosegurança alimentar de forma muito rigorosa.
Quando foram desenvolvidos os transgênicos?
É uma tecnologia que foi desenvolvida na década de 80, e começou a ser usada em outros países na década de 90 e, no Brasil, foi em 2000 que começou a ser plantado. Então muitos países já consumiam bem mais que nós há muito mais tempo. Sempre quando entra alguma coisa diferente, aí sim é que surge um pouco de debate. Por exemplo, com o milho. Em alguns países tem um milho que é rico em aminoácidos, a lisina, e ele não existe no Brasil. Todos os nossos transgênicos de milho são para produzir uma proteína para uso agrícola, para tolerância herbicida, resistência a insetos, tudo a mesma coisa, praticamente. Agora esse milho rico em lisina é um milho diferente, ele visa melhorar a nossa alimentação.
O Brasil não pensou ainda nem em liberar, talvez ainda falte muito tempo pra que isso aconteça. Talvez o salmão chegue aqui daqui vinte anos. Aqui as coisas são mais lentas. É bom pra nós, a gente fica mais seguro, mas os alimentos que temos hoje não oferecem problema nenhum. Até o momento não há relatos de alergias, de pessoas intoxicadas, ou qualquer tipo de coisa. Já temos 14 anos de uso comercial de transgênicos no mundo. Mas nunca se pode generalizar. Se alguém pegar uma planta dessas, colocar uma coisa pra fazer mal, como numa guerra biológica, pode se fazer coisas ruins. Até teria formas mais fáceis, mas se quiser fazer por transgenia, também dá. Mas sobre o uso em questões normais, não há o que se temer.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4698758-EI238,00-Especialista+do+que+consumimos+contem+transgenicos.html
América Latina pede ajuda e políticas coerentes contra drogas
Os líderes latino-americanos pediram nesta semana nas Nações Unidas a criação de políticas globais mais coerentes para combater o tráfico de drogas e solicitaram um aumento da ajuda contra o problema.
O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, chamou as drogas de "arma de destruição em massa" da região. O seu colega de El Salvador, Mauricio Funes, disse por sua vez que o narcotráfico representa uma ameaça crescente à segurança global.
"Hoje, o foco da violência está na fronteira com os Estados Unidos e em nossos pequenos territórios, mas amanhã estará na grandes cidades dos países desenvolvidos," disse Funes à Assembléia-Geral das Nações Unidas.
Dos recursos prometidos pelos Estados Unidos para a luta contra as drogas sob a iniciativa Mérida, a maior parte está destinada para o México, e menos de 20 por cento para a América Central e o Caribe.
Na América Central, países estão lutando para conter a crescente violência interna. Cartéis mexicanos, que enfrentam grandes ofensivas no seu país, crescem para o sul.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, por sua vez, criticou os países que amenizam as leis sobre consumo de drogas. "Temos que ser coerentes nesse assunto," disse Santos.
"Alguns países exigem, por um lado, a luta frontal contra o tráfico e, por outro lado, legalizam o consumo," afirmou.
O Peru, o segundo produtor mundial de cocaína, também afirmou que precisa de mais ajuda econômica para combater o tráfico.
"Creio que devemos reavaliar a cooperação internacional porque não é correto o Peru estar recebendo tão pouco," declarou o ministro do Exterior peruano, José García Belaunde, à Reuters.
O fluxo de ajuda para o Peru nos últimos anos se reduziu por causa da prioridade que Washington deu à Colômbia.
(Reportagem adicional de Marco Aquino)
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http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4699603-EI294,00-America+Latina+pede+ajuda+e+politicas+coerentes+contra+drogas.html
O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, chamou as drogas de "arma de destruição em massa" da região. O seu colega de El Salvador, Mauricio Funes, disse por sua vez que o narcotráfico representa uma ameaça crescente à segurança global.
"Hoje, o foco da violência está na fronteira com os Estados Unidos e em nossos pequenos territórios, mas amanhã estará na grandes cidades dos países desenvolvidos," disse Funes à Assembléia-Geral das Nações Unidas.
Dos recursos prometidos pelos Estados Unidos para a luta contra as drogas sob a iniciativa Mérida, a maior parte está destinada para o México, e menos de 20 por cento para a América Central e o Caribe.
Na América Central, países estão lutando para conter a crescente violência interna. Cartéis mexicanos, que enfrentam grandes ofensivas no seu país, crescem para o sul.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, por sua vez, criticou os países que amenizam as leis sobre consumo de drogas. "Temos que ser coerentes nesse assunto," disse Santos.
"Alguns países exigem, por um lado, a luta frontal contra o tráfico e, por outro lado, legalizam o consumo," afirmou.
O Peru, o segundo produtor mundial de cocaína, também afirmou que precisa de mais ajuda econômica para combater o tráfico.
"Creio que devemos reavaliar a cooperação internacional porque não é correto o Peru estar recebendo tão pouco," declarou o ministro do Exterior peruano, José García Belaunde, à Reuters.
O fluxo de ajuda para o Peru nos últimos anos se reduziu por causa da prioridade que Washington deu à Colômbia.
(Reportagem adicional de Marco Aquino)
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http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4699603-EI294,00-America+Latina+pede+ajuda+e+politicas+coerentes+contra+drogas.html
Cientistas implantam com êxito células da visão em ratos cegos
A ideia dos cientistas é utilizar células-tronco transformadas em cone para transplantá-las e restaurar a visão de um paciente humano

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Equipe de cientistas da Universidade London College transplantou células cone da retina, vitais para se enxergar cores, para um rato cego. A ideia dos cientistas é utilizar células-tronco transformadas em cone para transplantá-las e restaurar a visão de um paciente humano. As informações são do site da revista New Scientist.
Os cientistas extraíram células tronco dos olhos de um feto de rato. Foram selecionadas aquelas que tiveram um gene capaz de transformá-las em células da visão ativado.
Foram injetadas 200 mil células tronco isoladas em cada olho do rato, em um espaço localizado entre uma camada de células sensitivas à luz na retina e um tecido epitelial uma camada acima. Após 21 dias, as novas células se posicionaram na camada fotorreceptora e se tornaram células cone.
"É um trabalho excitante e deverá se tornar um grande caminho para a capacidade de se restaurar fotorreceptores perdidos em pacientes que são cegos", disse Robert Lanza, cientista da Companhia de Tecnologia Avançada em Células, participante do experimento.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4693786-EI8145,00-Cientistas+implantam+com+exito+celulas+da+visao+em+ratos+cegos.html

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Equipe de cientistas da Universidade London College transplantou células cone da retina, vitais para se enxergar cores, para um rato cego. A ideia dos cientistas é utilizar células-tronco transformadas em cone para transplantá-las e restaurar a visão de um paciente humano. As informações são do site da revista New Scientist.
Os cientistas extraíram células tronco dos olhos de um feto de rato. Foram selecionadas aquelas que tiveram um gene capaz de transformá-las em células da visão ativado.
Foram injetadas 200 mil células tronco isoladas em cada olho do rato, em um espaço localizado entre uma camada de células sensitivas à luz na retina e um tecido epitelial uma camada acima. Após 21 dias, as novas células se posicionaram na camada fotorreceptora e se tornaram células cone.
"É um trabalho excitante e deverá se tornar um grande caminho para a capacidade de se restaurar fotorreceptores perdidos em pacientes que são cegos", disse Robert Lanza, cientista da Companhia de Tecnologia Avançada em Células, participante do experimento.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Estudo: dor forte é amenizada com toque de mão
Tocar as mãos em lugar dolorido cria uma sensação de alívio, aponta estudo

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Pesquisa de cientistas da Universidade London College aponta que pode existir uma boa razão para as pessoas naturalmente encostarem a mão em um local dolorido logo após o machucado ocorrer. Tocar com a mão no local com dor alivia a sensação, aponta o estudo, segundo informações do site Science Daily.
O alívio surge de uma mudança no cérebro da representação do resto do corpo. "Mostramos que os diferentes níveis de dores agudas dependem não só de sinais enviados ao cérebro, mas também de como o cérebro interage com os sinais para obter uma representação coerente do corpo inteiro", disse ao site Patrick Haggard, membro da equipe de pesquisadores.
Foram estudados os efeitos do toque no próprio corpo fazendo pessoas sentirem dores em uma experiência condicionada chamada de thermal grill illusion. Esse teste permite que os cientistas pesquisem sobre dor sem prejudicar de verdade o voluntário.
Após a dor "ilusória" ser criada, o voluntário tocava com uma mão na região dolorida. Em 64% dos casos, a dor diminuiu. Segundo Haggard, a descoberta mostra a importância de todo o corpo para aliviar a dor e ajudará na compreensão de mais mecanismos cerebrais.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4696354-EI8147,00-Estudo+dor+forte+e+amenizada+com+toque+de+mao.html

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Pesquisa de cientistas da Universidade London College aponta que pode existir uma boa razão para as pessoas naturalmente encostarem a mão em um local dolorido logo após o machucado ocorrer. Tocar com a mão no local com dor alivia a sensação, aponta o estudo, segundo informações do site Science Daily.
O alívio surge de uma mudança no cérebro da representação do resto do corpo. "Mostramos que os diferentes níveis de dores agudas dependem não só de sinais enviados ao cérebro, mas também de como o cérebro interage com os sinais para obter uma representação coerente do corpo inteiro", disse ao site Patrick Haggard, membro da equipe de pesquisadores.
Foram estudados os efeitos do toque no próprio corpo fazendo pessoas sentirem dores em uma experiência condicionada chamada de thermal grill illusion. Esse teste permite que os cientistas pesquisem sobre dor sem prejudicar de verdade o voluntário.
Após a dor "ilusória" ser criada, o voluntário tocava com uma mão na região dolorida. Em 64% dos casos, a dor diminuiu. Segundo Haggard, a descoberta mostra a importância de todo o corpo para aliviar a dor e ajudará na compreensão de mais mecanismos cerebrais.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4696354-EI8147,00-Estudo+dor+forte+e+amenizada+com+toque+de+mao.html
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