Pôster do filme “Criação” (Creation) - baseado no livro “Annie’s Box”, escrito por Randal Reynes, tataraneto de Charles Darwin, o criador da teoria da evolução.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fé não é doença !!!

Estudo analisa mais velho DNA mitocondrial de um humano antigo

Cientistas divulgaram nesta quarta-feira o sequenciamento do DNA mitocondrial (aquele de origem apenas materna) de um hominídeo de cerca de 400 mil anos - o mais antigo já feito. O material genético pertencia a uma espécie de homem antigo que tem traços similares aos neandertais. Os cientistas esperavam que a análise indicasse que as duas espécies tinham um ancestral em comum. Contudo, o estudo, divulgado na revista especializada Nature, teve um resultado inesperado. Segundo os cientistas, o hominídeo descoberto na Espanha, muitas vezes classificado como Homo heidelbergensis (uma classificação considerada muito "ampla" pelos pesquisadores), deve ter tido o mesmo ancestral que o homem-de-Denisova, um hominídeo que viveu na Sibéria e que é pouco conhecido pela ciência. A amostra de DNA, contudo, foi encontrada na Espanha, na caverna Sima de los Huesos. O material genético costuma se deteriorar com o tempo. Apenas ossos preservados no permafrost costumam ter DNA inteiro o suficiente para ser analisado. Os cientistas, contudo, aproveitaram as condições da caverna - principalmente de umidade e temperatura constante - e modernas técnicas de sequenciamento para analisar o material. "Foram necessários quase dois gramas de osso para gerar a sequência do DNA mitocondrial, mesmo havendo centenas de cópias por célula. Apesar de a preservação por longos períodos talvez ter sido favorecida pelas condições únicas de Sima de los Huesos, os resultados mostram que as técnicas de sequenciamento de DNA têm se tornado sensíveis o suficiente para garantir a investigação de DNA que sobreviveu em locais onde hominídeos do Pleistoceno Médio foram encontrados", diz o artigo, assinado por cientistas da Alemanha, China e Espanha. Os hominídeos da caverna espanhola e o homem-de-Denisova teriam, portanto, um ancestral em comum. Este teria um ancestral em comum com os neandertais e estes, por sua vez, teriam um ancestral em comum com o humano moderno (Homo sapiens). Segundo Matthias Meyer, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva (Alemanha), não temos muita ideia de como muitos desses humanos primitivos se pareciam. O homem-de-Denisova, em especial, é o mais misterioso, já que dele temos apenas mandíbulas, dentes e o DNA - que foi sequenciado recentemente. "Os dentes eram enormes em comparação com os dentes do neandertal e do homem moderno. A única coisa que quase podemos dizer é que eles deveriam ser muito grandes, pelo menos tinham grandes bocas", diz Meyer ao podcast da Nature, também divulgado nesta quarta-feira. "Então, esses outros humanos eram bem diferentes do humano moderno, mas eles não eram parecidos com chimpanzés. Eles eram muito mais parecidos com humanos (modernos) do que com chimpanzés." O próximo passo é analisar o DNA nuclear dos hominídeos da caverna espanhola, o que pode dar mais detalhes da relação deles com o homem-de-Denisova, com os neandertais e com o humano moderno. A tarefa, contudo, é considerada um desafio pelo grupo. . http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/estudo-analisa-mais-velho-dna-mitocondrial-de-um-humano-antigo,11b7814f1beb2410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Analfabetos funcionais e científicos !!!

Maconha regulada tira a "tensão" sobre a droga, diz prefeitura de Amsterdã

Não é raro sentir uma brisa de maconha em algumas ruas e parques de Amsterdã. Também não é difícil encontrar um coffee shop aberto de dia ou de noite onde o cliente até pode tomar café, além de comer um bolinho de maconha (spacecake) ou fumar a cannabis. Mas também é verdade que a maioria dos moradores parece aliviar mais o estresse do dia a dia pedalando pelas ruas de Amsterdã e remando por seus canais do que fumando um baseado. Uma pesquisa realizada em 2010 pelo instituto Peil demonstrou que 57% dos holandeses nunca usou drogas leves; 25% experimentou apenas uma vez; e 7% usa "às vezes". "A maioria das pessoas nos coffee shops são visitantes estrangeiros ou, quando são daqui, são jovens entre 18 e 22 anos”, afirma Machteld Ligtvoet, gerente de relações públicas da prefeitura de Amsterdã. “Na Holanda, o fato de ser regulado, tira a tensão e o mistério”, afirma. Corredores participam da maratona de Amsterdã Foto: Viviane Vaz / Especial para Terra Corredores participam da maratona de Amsterdã Foto: Viviane Vaz / Especial para Terra Amsterdã recebe cerca de 12 milhões de turistas por ano. No ranking de nacionalidades, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, França e Espanha ocupam o topo da lista. Mas o número de brasileiros tem aumentado nos últimos anos. Segundo os dados da prefeitura, os turistas chegam à capital holandesa atraídos pelo seu conjunto. “A atmosfera da cidade é tranquila, oferece muita cultura e lindos canais. E Amsterdã não é um museu a céu aberto, mas uma cidade viva”, afirma Machteld. Uma cidade também ligada ao esporte: além de uma maratona internacional que contou com a presença de 500 corredores brasileiros neste mês de outubro, Amsterdã realizou pela segunda vez, em setembro, uma maratona aquática - centenas de nadadores profissionais e amadores percorreram os canais para arrecadar fundos para pesquisas de saúde. Holandeses e estrangeiros participam de maratona aquática nos centenários canais da capital Foto: Viviane Vaz / Especial para Terra Holandeses e estrangeiros participam de maratona aquática nos centenários canais da capital Foto: Viviane Vaz / Especial para Terra Turismo da maconha Uma pesquisa realizada pela prefeitura indica que 35% dos turistas em Amsterdã costumam aproveitar a estadia para visitar um coffe shop. Em 2011, o governo holandês tentou estabelecer uma lei que permitiria apenas holandeses ou residentes registrados com um passe tivessem acesso aos coffee shops. Depois de muita polêmica em todo país, o gabinete de ministros que assumiu o governo em 2012 estabeleceu que fica a cargo dos governos locais a decisão de vender cannabis para turistas. saiba mais Senado uruguaio vota regulamentação da maconha em 10 de dezembro Comissão do Senado uruguaio aprova legalizar produção e venda de maconha O objetivo inicial era tentar evitar que traficantes comprassem cannabis na Holanda e vendessem a erva a outros países, inclusive da União Europeia. Por outro lado, os donos dos coffeshops consideraram a medida discriminatória contra os residentes europeus no país e um perigo para o negócio, cujo 90% da renda provém dos turistas estrangeiros. O prefeito de Amsterdã, Eberhard van der Laan, optou por continuar a permitir a venda aos visitantes. Para ele, os turistas que “varreriam” a cidade buscando um baseado causariam muita confusão. “Poderia levar a mais assaltos, brigas por drogas falsificadas e nenhum controle sobre a qualidade das drogas no mercado - tudo pelo que trabalhamos para avançar seria perdido”, disse no ano passado aos jornais locais. Passear no distrito da luz vermelha (red light district) é um clássico de Amsterdã Foto: Viviane Vaz / Especial para Terra Passear no distrito da luz vermelha (red light district) é um clássico de Amsterdã Foto: Viviane Vaz / Especial para Terra Machteld confirma que atualmente não existe intenção de “fechar coffeshops, nem bordeis”, nem tampouco incentivá-los. “Nós percebemos que junto com design, arte e moda, eles fazem parte de Amsterdã”. Ela também revela que existe um plano de longo prazo para continuar a revitalização e aumentar a segurança do distrito vermelho (o famoso "red light district") - um dos bairros de maior concentração de coffeshops, sexshops, bordeis, restaurantes e bares. É também onde se encontra o edifício mais antigo da cidade: a igreja antiga ou “Oude Kerk”, do século XIII, e local onde o pintor Rembrandt se casou. Busca pelo equilíbrio A lei na Holanda não legaliza o consumo da maconha, mas descriminaliza o consumo individual em pequenas quantidades (máximo 5 gramas por dia). Machteld não descarta que o modelo holandês sirva de inspiração para o Uruguai, primeiro país a legalizar a maconha. “O mundo está falando sobre drogas leves e de como são perigosas, e compartilho este sentimento. Mas o álcool também pode provocar grandes conflitos nas ruas. É uma regra que se aplica a tudo: não devemos abusar de nada, devemos buscar o equilibrio”, ensina. O mundo está falando sobre drogas leves e de como são perigosas, e compartilho este sentimento. Mas o álcool também pode provocar grandes conflitos nas ruas. É uma regra que se aplica a tudo: não devemos abusar de nada, devemos buscar o equilibrio Machteld Ligtvoet, gerente de relações públicas da prefeitura de Amsterdã Para o governo holandês, o modelo de coffee shops evita que consumidores de drogas leves adquiram as substâncias em ambientes criminosos. “Aqui em Amsterdã os coffeshops têm uma lista de preços, pagam impostos, é seguro, é limpo, e você sabe que não há crime. Os clientes recebem um aviso sobre o que estão comprando e são aconselhados a não misturar com álcool, por exemplo. E não há drogas pesadas, porque são ilegais aqui como em qualquer outro lugar”, explica Machteld. Uma pesquisa realizada pelo instituto Trimbos demonstrou que os holandeses são os usuários mais moderados de cannabis, quando comparados a outros países da UE. O pesquisador Franz Trautmann, realizador do estudo, concluiu que o uso de cannabis pelos holandeses é baixo em todas as faixas etárias e os usuários mais “intensos” costumam consumir 310 gramas por ano. O Reino Unido aparece no topo da lista com 374 gramas. “Em outras palavras, nossa política de fazer vista grossa não leva a um uso maior. Os jovens experimentam, mas muitos param”, afirma Trautman

Busca de um modelo realista contra as drogas direciona sistema na Holanda

A atual legislação na Holanda diferencia as drogas pesadas (heroína, cocaína, ecstasy, por exemplo) das leves (como haxixe, maconha e sedativos). A maconha não é legalizada, mas o sistema descriminalizou o usuário e regularizou a venda de pequenas quantidades nos coffee shops, em condições restritas. “Isso não significa que a maconha seja considerada uma droga inofensiva. Certamente, ela não é, mas uma abordagem penal em relação a esse consumo é contraproducente”, explicou Marcel de Kort quando participou de um seminário internacional em Brasília em 2004. Na época, ele era chefe-Adjunto da Unidade de Políticas de Drogas do Ministério da Saúde da Holanda e também defendeu que os holandeses têm alto senso de responsabilidade pelo bem coletivo e acreditam firmemente na liberdade individual e na separação entre questões de cunho moral, religioso e o Estado. “Nossa política é liberal, mas não é uma baderna”, destacou. Kort publicou um estudo histórico no qual considera que um dos aspectos mais marcantes da política de drogas holandesa na década de 1970 foi a descriminalização do uso de maconha em pequena escala, período em que surgem os primeiros coffe shops. “Este é um notável desenvolvimento, tendo em conta o fato de que apenas dez anos antes havia repressão de usuários, e traficantes da droga eram uma alta prioridade no sistema de justiça criminal”, afirma o autor da "Uma breve história das drogas nos Países Baixos". O holandês sempre teve as suas dúvidas sobre a abordagem internacional de proibição”, avaliou Kort em entrevista à rádio RNW. “Já na década de 1920 chamavam a abordagem dos EUA de 'idealismo destrutivo'”. “O sistema de coffee shops parece ser bem-sucedido na hora de separar o mercado das drogas pesadas e leves”, concluem as pesquisadoras Karin Monshouwer e Margriet van Laar, do Instituto Trimbos, e Wilma Vollebergh, da Universidade de Utrecht, em um trabalho conjunto publicado em 2011. O nível de consumo de drogas leves da população adulta fica abaixo da média europeia, mas ainda é relativamente alto entre adolescentes. Por outro lado, quando o assunto é droga pesada, tanto adultos, quanto adolescentes holandeses apresentaram consumo bastante baixo. As pesquisadoras também observaram que, nos últimos anos, questões relacionadas ao envolvimento do crime organizado e do público com o turismo da droga levaram ao aumento de diversas medidas restritivas pelas autoridades locais e colocaram em marcha o debate sobre a reforma da política das drogas na Holanda. “Vários municípios localizados na fronteira holandesa estão enfrentando problemas significativos devido ao aumento do número de turistas de drogas provenientes da Alemanha, da Bélgica e da França”, dizem. Em 2008, os prefeitos de Roosendaal e Bergen op Zoom fecharam oito coffe shops devido ao incômodo causado por cerca de 25 mil turistas por semana em busca de maconha. Já o prefeito de Mastricht, enfrentando o mesmo problema, decidiu deslocar cinco coffee shops do centro da cidade para a periferia. Uma enquete realizada em agosto deste ano pelo instituto Peil, liderado pelo pesquisador Maurice de Hond, questionou se os holandeses deveriam adotar uma lei parecida com a do Uruguai, que legaliza a maconha através de um controle estatal da droga e que deve ser aprovada em breve. Do total, 54% responderam que sim, 38% se mostraram contra e 9% ficaram indecisos. No ano passado, um ano antes da proposta uruguaia, os holandeses pareciam mais divididos sobre a legalização da maconha. Quando questionados pelo mesmo instituto se deveriam “liberar totalmente as drogas leves”, 45% concordaram e 49% rejeitaram a ideia, enquanto 6% não souberam responder. No entanto, quando questionados se as drogas leves deveriam ser “totalmente proibidas”, a defesa de maior liberdade foi mais forte: 64% recusou a proposta e 30% se mostrou favorável. Um pouco de história Em 1961, diversos países, entre eles o Brasil e os Países Baixos, chegaram a um compromisso para controlar a cannabis, com a assinatura da Convenção Única sobre Drogas Narcóticas das Nações Unidas. Na trabalho “Marihuana”, publicado em 1949 pela Revista de Direito Penal, o pesquisador holandês M. D. Van Wolferen relata que quase não havia consumo de maconha na Holanda até a Segunda Guerra Mundial. A cannabis era usada somente por artistas, músicos de jazz e escritores, que ocasionalmente a consumiam como haxixe ou o cigarro de maconha (baseado). “Após a Segunda Guerra Mundial, o comércio de cigarros de maconha aumentou. No entanto, a polícia não pôde fazer nada sobre isso, já que a posse e venda da droga ainda não era ilegal”, detalha Wolferen. Em 1953, a posse de maconha se tornou ilegal na Holanda pela Lei do Ópio e, em 1955, ocorreram as primeiras prisões ocorreram entre traficantes e usuários da erva. “Naquele ano, três soldados americanos foram presos pela posse de 60 cigarros de maconha, uma quantidade considerável para aquela época. Um pintor foi condenado a três meses de prisão por causa da posse de dois cigarros”, relata Van Wolferen na mesma obra. http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/busca-de-um-modelo-realista-contra-as-drogas-direciona-sistema-na-holanda,b7403b040cdb2410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

ONG pede que Justiça reconheça chimpanzé como pessoa jurídica

Uma entidade americana de defesa dos direitos dos animais pediu a um tribunal de Nova York que reconheça um chimpazé como "pessoa jurídica", no que é considerado o primeiro pleito do tipo. Na visão do Nonhuman Rights Project, se a Justiça conceder ao primata, de nome Tommy, o reconhecimento de pessoa jurídica, ela poderá reivindicar, em nome deste, a defesa de direitos humanos básicos. O grupo está planejando homologar o mesmo pedido para três outros chimpanzés de Nova York nesta semana. Por trás do pleito, está a tentativa de libertar os macacos do cativeiro. Eles devem ser levados a um santuário que integra a Aliança de Santuário de Primatas Americanos, argumenta o grupo. 'Repleta de brinquedos' O grupo formalizou a petição em nome de Tommy na última segunda-feira. "Estamos reivindicando que os chimpanzés sejam autônomos - ou seja, serem capazes de escolher como viver suas próprias vidas", disse o fundador do grupo, Steven Wise, à agência de notícias Associated Press. O grupo incluiu nas ações judiciais evidências geradas a partir de pesquisas científicas. "Uma vez que provamos que os chimpanzés são autônomos, isso deve ser suficiente para eles ganharem personalidade jurídica e, pelo menos, terem seus interesses fundamentais protegidos pelos direitos humanos", disse Wise. Segundo o grupo, Tommy "está sendo mantido em cativeiro em um galpão em um estacionamento para trailers usados" em Gloversville, na área central do Estado americano de Nova York. Patrick Lavery, proprietário do local onde Tommy vive, contradiz a versão do grupo. Ele diz que a jaula do chimpanzé é espaçosa e "repleta de brinquedos". Lavery alega que resgatou Tommy de sua casa anterior, onde ele era maltratado, mas não tivera sucesso em enviá-lo a um santuário, porque não havia vaga disponível. "Se [o grupo de direitos humanos] visse onde esse chimpanzé viveu durante os primeiros 30 anos de sua vida, eles iriam pular de alegria sobre o local onde ele está agora", afirmou Lavery ao New York Times. A ação invoca o princípio jurídico do habeas corpus, o direito de contestar a detenção ilegal. O grupo afirma que busca alterar o status jurídico de espécies consideradas autônomas, e poderia, eventualmente, homologar pedidos semelhantes em nome de gorilas, orangotangos, baleias, golfinhos e elefantes. . http://noticias.terra.com.br/ciencia/ong-pede-que-justica-reconheca-chimpanze-como-pessoa-juridica,3d7b334b659b2410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

domingo, 1 de setembro de 2013