Pôster do filme “Criação” (Creation) - baseado no livro “Annie’s Box”, escrito por Randal Reynes, tataraneto de Charles Darwin, o criador da teoria da evolução.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Did Lucy Walk On the Ground or Stay in the Trees?

O registro mostra que os nossos predecessores eram habitués arborícolas, até que Lucy entrou em cena. Cerca de 3,5 milhões de anos na África, esta nova criatura, o Australopithecus afarensis apareceu, a primeira espécie bípede. Antropólogos publicaram recentemente que o A. afarensis possuía um rígid tornozelo e um pé arqueado, e possivelmente escalava árvores. Fonte: http://gd.is/JsCF
Dec. 31, 2012 — Much has been made of our ancestors "coming down out of the trees," and many researchers view terrestrial bipedalism as the hallmark of "humanness." After all, most of our living primate relatives -- the great apes, specifically -- still spend their time in the trees. Humans are the only member of the family devoted to the ground, living terrestrial rather than arboreal lives, but that wasn't always the case. The fossil record shows that our predecessors were arboreal habitués, that is, until Lucy arrived on the scene. About 3.5 million years ago in Africa, this new creature, Australopithecus afarensis, appeared; Lucy was the first specimen discovered. Anthropologists agree that A. afarensis was bipedal, but had Lucy and her legions totally forsaken the trees? The question is at the root of a controversy that still rages. "Australopithecus afarensis possessed a rigid ankle and an arched, nongrasping foot," write Nathaniel Dominy and his co-authors in Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). "These traits are widely interpreted as being functionally incompatible with climbing and thus definitive markers of terrestriality," says Dominy, an associate professor of anthropology at Dartmouth. But not so fast; this interpretation may be a rush to judgment in light of new evidence brought to light by Dominy and his colleagues. They did what anthropologists do. They went out and looked at modern humans who, like Lucy, have feet adapted to terrestrial bipedalism, and found these people can still function as effective treeclimbers. Co-authors Vivek Venkataraman and Thomas Kraft collaborated with Dominy on field studies in the Philippines and Africa that inform their PNAS paper. Venkataraman and Kraft are Dartmouth graduate students in the Ecology and Evolutionary Biology PhD program in the Department of Biological Sciences, and are supported by National Science Foundation graduate research fellowships. The studies in Uganda compared Twa hunter-gatherers to their agriculturalist neighbors, the Bakiga. In the Philippines, the researchers studied Agta hunter-gatherers and Manobo agriculturalists. Both the Twa and the Agta habitually climb trees in pursuit of honey, a highly nutritious component of their diets. They climb in a fashion that has been described as "walking" up small-diameter trees. The climbers apply the soles of their feet directly to the trunk and "walk" upward, with their arms and legs advancing alternately. Among the climbers, Dominy and his team documented extreme dorsiflexion -- bending the foot upward toward the shin to an extraordinary degree -- beyond the range of modern "industrialized" humans. Assuming their leg bones and ankle joints were normal, "we hypothesized that a soft-tissue mechanism might enable such extreme dorsiflexion," the authors write. They tested their hypothesis using ultrasound imaging to measure and compare the lengths of gastrocnemius muscle fibers -- the large calf muscles -- in all four groups -- the Agta, Manobo, Twa and Bakiga. The climbing Agta and Twa were found to have significantly longer muscle fibers. "These results suggest that habitual climbing by Twa and Agta men changes the muscle architecture associated with ankle dorsiflexion," write the scientists, demonstrating that a terrestrially adapted foot and ankle do not exclude climbing from the behavioral repertoire of human hunter- gatherers, or Lucy. In their conclusions, the Dartmouth team highlights the value of modern humans as models for studying the anatomical correlates of behavior, both in the present and in the dim past of our fossil ancestors. . http://www.sciencedaily.com/releases/2012/12/121231161043.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A%20sciencedaily%2Ffossils_ruins%20%28ScienceDaily%3A%20Fossils%20%26%20Ruins%20News%29

Cientistas registram sinais de cultura em orangotangos

O uso inteligente que os chimpanzés fazem de varetas para pescar cupins é bem conhecido. Em 1964, Jane Goodall anunciou sua descoberta revolucionária ao mundo, escrevendo para o periódico Nature: “Durante três anos na Reserva de Chimpanzés Gombe Stream em Tanganyika, na África Oriental, eu vi chimpanzés usando objetos naturais como ferramentas em muitas ocasiões. Esses objetos consistiam de varetas, caules, troncos e gravetos, que eram usados principalmente para a alimentação com insetos, e folhas que eram usadas como ‘ferramentas para beber’ e para limpar várias partes do corpo”. Enquanto o grupo de animais não-humanos conhecidos por usar ferramentas se expandiu significativamente nos quase 50 anos desde que Goodall observou seu primeiro chimpanzé de Gombe, o ato de usar varetas em cupinzeiros e degustar os cupins que viviam no seu interior se tornou um exemplo icônico do uso não-humano de ferramentas, o modelo pelo qual julgamos todas as outras formas possíveis. Talvez seja menos sabido que outro primata, o orangotango da Sumatra (Pongo abelii), também `pesca` com varetas. Em vez de pescar cupins, ele consegue mel. Assim como humanos e chimpanzés, comunidades de orangotangos na ilha de Sumatra, na Indonésia, têm tradições diferentes. Apenas aqueles que vivem a oeste do Rio Alas já foram observados acessando mel com varetas. O comportamento nunca foi observado na natureza entre os orangotangos que vivem a leste do rio. Há um consenso geral entre psicólogos cognitivos de que diferenças genéticas entre comunidades da mesma espécie não são suficientes para explicar a variação no uso de ferramentas que foi observado. E nem o são as diferenças ambientais entre comunidades tipicamente grandes o suficiente para serem responsáveis pela emergência de formas particulares de uso de ferramentas em alguns grupos, mas não em outros. A explicação que permanece é unicamente cognitiva. Isto é, diferenças culturais devem ser explicadas por um processo de aprendizagem social. Depois de um indivíduo usar espontaneamente uma ferramenta para um determinado propósito, o comportamento se espalharia pelo grupo todo. Indivíduos ingênuos ou inexperientes aprenderiam sobre ferramentas ao observar indivíduos mais velhos ou mais experientes usando-as com sucesso. Com o tempo, o comportamento se tornaria estável dentro daquele grupo social específico. A implicação dessa hipótese do uso de ferramentas é que indivíduos de comunidades em que o uso de ferramentas não foi observado são, capazes de usar ferramentas do ponto de vista cognitivo, não são menos aptos mentalmente. Em vez disso, o uso espontâneo de uma ferramenta simplesmente nunca ocorreu ou, se ocorreu, não se espalhou pelo grupo por questões circunstanciais. Essa ideia não é fácil de provar, mesmo tendo sentido lógico. A aprendizagem social entre primatas como chimpanzés ou orangotangos está muito bem documentada em cativeiro e entre primatas nascidos na Natureza que depois foram resgatados e criados em santuários. Pesquisadores, no entanto, não conseguiam projetar um experimento para provar que comportamentos “considerados culturais na Natureza” eram disseminados por meio da aprendizagem social. Agora, um grupo de pesquisadores conduzido por Thibaud Gruber, da Universidade de Zurique pode ter feito exatamente isso. A vida é dura para os orangotangos da Sumatra, em primeiro lugar graças à perda de hábitat decorrente do desmatamento provocado pela extração de madeira e por indústrias de óleo de palma. Como resultado, muitos orangotangos acabam no Centro de Cuidados Batu Mbelin, em uma cidade chamada Sibolangit no norte da Sumatra. Lá, orangotangos selvagens que foram resgatados ou confiscados são reabilitados (primeiro em quarentena e depois em grupos sociais) antes de serem soltos em partes das florestas da Sumatra mais seguras para eles. Já que tanto os orangotangos das comunidades que pescam mel a oeste do Rio Alas quanto os de comunidades a leste do rio que não fazem isso acabam em Batu Mbelin, o lugar era perfeito para a equipe de Gruber avaliar as capacidades de uso de ferramentas dos desses primatas. Também era muito mais seguro para os pesquisadores, devido à instabilidade política em outras partes da Sumatra. Eles deram aos orangotangos dois tipos diferentes de tarefas associadas a varetas. Na tarefa do mel, eles receberam um tronco de madeira com um buraco no centro, além de um galho de madeira que tinha sido destituído da maioria de suas folhas. Os orangotangos assistiram enquanto um zelador colocava mel no buraco. Em seguida os pesquisadores observaram durante dez minutos para ver se os primatas colocariam as varetas no buraco para obter o mel. De 13 indivíduos originários do oeste do rio, nove foram bem sucedidos, se comparados a apenas dois de 10 indivíduos do leste. Isso foi consistente com as observações de campo de que o ato de mergulhar varetas no mel era prevalecente no oeste, e quase ausente no leste. Em seguida veio a tarefa de rastelagem. Os orangotangos receberam duas varetas: uma reta e uma curvada. O teste foi para saber se eles tentariam usar qualquer uma das ferramentas para obter um pedaço de comida que estava fora de alcance. 10 dos 13 orangotangos ocidentais tiveram sucesso, além de quatro de 10 dos orientais. Ainda que a margem de 77% de sucesso dos orangotangos ocidentais e de 40% dos orientais pareça grande, ela não é estatisticamente significativa.Os dois grupos podem, portanto, ser vistos como igualmente aptos no que diz respeito ao uso de uma vareta ou de um rastelo. Com base apenas nesses resultados, pode parecer razoável concluir que o ato de obter mel poderia ser explicado por fatores cognitivos e não genéticos, já que os dois grupos foram capazes de executar a tarefa com o rastelo. Os orangotangos do leste não eram menos habilidosos nas duas tarefas relacionadas a varetas, apenas na relativa ao mel. No entanto, os resultados não são tão claros. Os pesquisadores não tinham descartado completamente a genética como possível fator levando ao uso eficiente de ferramentas, apenas sugeriram isso. De acordo com sua hipótese, se a genética influenciava a habilidade de usar varetas como ferramentas em geral, o sucesso na tarefa de rastelagem deveria prever o sucesso na tarefa do mel. Usando um modelo estatístico, Gruber observou que a idade, o sexo, a idade ao chegar ao centro e o sucesso no teste de rastelagem não eram fatores que determinavam sucesso na tarefa com o mel. Na verdade, a única variável que previa sucesso na tarefa do mel era a origem geográfica. Isso apoia a ideia de que a aprendizagem social, e não a genética ou o ambiente, é a chave do uso de ferramentas. “Esses resultados”, escreve Gruber, “apoiam a hipótese de que o Rio Alas constitui uma barreira geográfica para a disseminação da variante cultural de mergulhar varetas no mel”. As florestas a oeste do rio também são capazes de manter mais orangotangos por quilômetro quadrado do que aquelas a leste do rio, dando ainda mais apoio à hipótese de aprendizagem social. O fato é particularmente interessante porque novos comportamentos só podem se propagar eficientemente em um grupo por meio da aprendizagem social quando a densidade populacional é suficientemente alta. Há mais nessa história. De acordo com os pesquisadores, a maioria dos orangotangos que participaram do estudo e tiveram sucesso na tarefa do mel chegaram a Batu Mbelin com uma idade em que eram jovens demais para terem experimentado a busca de mel com uso de ferramenta na Natureza. Observações de campo indicaram que orangotangos juvens não usam ferramentas sozinhos até os quatro anos, e só se tornam suficientemente habilidosos nisso até os seis ou sete anos. Dos orangotangos `pescadores` de mel do centro de cuidados, apenas dois podem ter atingido essa idade antes de serem separados de seus grupos e levados a Batu Mbelin. Como a explicação genética já tinha sido descartada com a tarefa de rastelagem, os pesquisadores especulam que os dois grupos de orangotangos chegaram ao centro com diferentes conhecimentos adquiridos, mas que seu conhecimento não foi resultado dos comportamentos que eles já tinham desenvolvido completamente ou praticado extensivamente. Em vez disso eles argumentam que o conhecimento cultural, como o uso de varetas para acessar mel, pode ser tomado como abstração, como ideias, em vez de concretamente como um comportamento específico. Talvez os orangotangos do oeste tenham tido a ideia de que varetas poderiam ser usadas para obter mel ao observar outros indivíduos, antes de serem fisicamente capazes de executar esses comportamentos. A conclusão, mesmo altamente especulativa, tem base teórica. Ao alterar as exigências de diferentes tarefas cognitivas, psicólogos do desenvolvimento descobriram que crianças humanas são capazes de raciocínios de alto nível antes de sua anatomia relativamente imatura dar-lhes a habilidade de agir sobre esse raciocínio. Uma criança pode se sair bem em uma tarefa que pede contato visual, mas não em uma versão da mesma tarefa que requer um alcance maior. (Às vezes isso é visto como uma distinção entre desempenho e competência, noção apoiada por muitos psicólogos do desenvolvimento mas não aceita universalmente.) Por analogia, é possível que orangotangos do oeste tenham observado o uso de varetas para se alimentar de mel, mesmo que não tenham praticado o suficiente antes de chegarem a Batu Mbeling. Teriam, assim, uma compreensão da ferramenta no nível das ideias o que os tornaria suficientemente preparados para a tarefa. Será que a cultura é adquirida “no nível representativo”, como escreve Gruber, “e não no nível comportamental”? O argumento se baseia na noção de que orangotangos não são usuários proficientes de ferramentas até atingirem seis ou sete anos, mas isso é derivado de um único estudo observacional. Mais observações de campo seriam necessárias para fortalecer o argumento. As observações dos pesquisadores, porém, estão ficando mais difíces uma vez que a sobrevivência dos orangotangos da Sumatra está cada vez mais ameaçada pela perda de hábitat. Nos últimos 75 anos, os orangotangos da Sumatra perderam quase 80% de sua população. Restam apenas entre 7000 e 7500 indivíduos. Se não houver mais proteção a esses animais, a cultura dos orangotangos vai simplesmente desaparecer. Gruber T., Singleton I. & van Schaik C. (2012). Sumatran Orangutans Differ in Their Cultural Knowledge but Not in Their Cognitive Abilities,Current Biology, 22 (23) 2231-2235. DOI: 10.1016/j.cub.2012.09.041 . http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/cientistas_registram_capacidade_cultural_de_orangotangos.html

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Papa espera 2013 de paz e condena capitalismo sem regras

O papa Bento 16 afirmou na sua mensagem de Ano Novo nesta terça-feira esperar que 2013 seja um ano de paz, e disse também que o mundo estava sob a ameaça de um capitalismo sem regras, do terrorismo e da criminalidade. O papa, de 85 anos, participou de uma missa na Basílica de São Pedro, no dia que a Igreja Católica celebra o Dia Mundial da Paz. No fim da missa, ele discursou para milhares de pessoas na Praça de São Pedro. "Um novo ano é como uma viagem. Com a luz e a graça de Deus, pode ser o começo de um caminho de paz para cada pessoa, família, país, para o mundo inteiro", afirmou o papa da sua janela que dá para a praça. Milhares de pessoas que haviam participado de uma passeata pela paz até o Vaticano soltaram balões azuis enquanto o papa falava. Antes, no seu sermão, o líder da Igreja Católica falou da tensão e o conflito causados pela desigualdade entre ricos e pobres. Ele denunciou o "egoísmo" e o "individualismo", que se expressam no "capitalismo desregulado, várias formas de terrorismo e criminalidade". Na sua mensagem para o Dia da Paz, o papa pediu um novo modelo econômico e regras éticas para o mercado, dizendo que a crise financeira global era prova de que o capitalismo não protege os mais fracos da sociedade. Bento 16 se disse convencido da "vocação da humanidade para a paz", apesar dos muitos problemas. Segundo ele, uma relação pessoal com Deus pode ajudar com "a escuridão e a angústia", que às vezes caracterizam a existência humana. Ele alertou sobre a insegurança alimentar e reafirmou a oposição da igreja ao casamento gay. . http://noticias.terra.com.br/mundo/papa-espera-2013-de-paz-e-condena-capitalismo-sem-regras,d268471cd26fb310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

HQ mostra como seria divulgado o nascimento de Jesus com a internet

A internet tem revolucionado a forma como as pessoas se comunicam principalmente depois que dispositivos como smartphones e tablets tornaram possível que a conexão seja feita de qualquer lugar. Foi pensando nessa rapidez de troca de informações que Correio Brasiliense resolveu criar uma HQ (história em quadrinhos) mostrando como seria o nascimento de Jesus nos dias atuais. A publicação usou o feriado do Natal para recriar a história bíblica, desde a visita do anjo Gabriel até a visita dos reis magos ao Menino Jesus. Mas a diferença da narração está nas tecnologias que foram usadas para criar o nascimento de Jesus em 2012. Nessa versão Maria recebe a mensagem do anjo através do Skype, um comunicador que permite conversas por vídeo. José encontra a estrebaria onde Jesus nasceu através do site Couchsurfing, como ele não conseguiu reservar um hotel ele usou este site onde às pessoas oferecem suas residências para hospedar turistas. Os três reis magos também se beneficiaram das tecnologias e encontram o Messias usando um aplicativo para iPad para poder seguir a estrela que os levaram até Jesus.
http://noticias.gospelprime.com.br/hq-mostra-como-seria-divulgado-o-nascimento-de-jesus-com-a-internet/

Ambiente irregular pode ser a chave para a evolução humana

Em Olduvai Gorge, onde escavações ajudaram a confirmar África como berço da humanidade, os cientistas agora descobriram que a paisagem outrora oscilou rapidamente, orientando provavelmente a evolução humana inicial. Estas descobertas sugerem que os principais desenvolvimentos mentais dentro da linhagem humana podem ter sido associados a um ambiente altamente variável, defendem os pesquisadores. Olduvai Gorge é um numa ravina na margem oriental do Planalto do Serengeti, no norte da Tanzânia, que contém fósseis de hominídeos - membros da linhagem humana. Escavações em Olduvai Gorge por Louis e Mary Leakey em meados dos anos 1950 ajudaram a estabelecer a origem Africana da humanidade. Para saber mais sobre as raízes da humanidade, os cientistas analisaram amostras de ceras foliares preservadas em sedimentos lacustres no desfiladeiro de Olduvai, identificando quais as plantas que dominaram o ambiente local há aproximadamente 2 milhões de anos atrás. Esta foi a altura em que o Homo Erectus, um ancestral direto dos humanos modernos que usavam ferramentas de pedra relativamente avançadas, apareceu. Após quatro anos de trabalho, os pesquisadores concentraram-se em isótopos de carbono - os átomos do mesmo elemento com diferentes números de neutrões - nas amostras, que podem revelar que plantas reinavam numa área. As gramíneas que dominam as savanas fazem uma espécie de fotossíntese que envolve tanto o carbono-12 normal como o mais pesado do carbono-13, enquanto as árvores e arbustos dependem de um tipo de fotossíntese que prefere carbono-12. (Em átomos de carbono-12 cada um possui seis neutrões, enquanto os átomos de carbono-13 têm sete) Os cientistas há muito tempo pensavam que a África passou por um período de secura que aumentou gradualmente - a chamada Grande Seca - há mais de 3 milhões de anos, ou talvez uma mudança grande no clima que favoreceu a expansão das pastagens em todo o continente, influenciando a evolução humana. No entanto, a nova pesquisa, revelou "fortes evidências de mudanças dramáticas em todo o ecossistema de savana Africana, na qual as paisagens de pastagem aberta transitaram para florestas fechadas ao longo de vários milhares de anos", disse o pesquisador Clayton Magill, biogeoquímico da Pennsylvania State University. Os investigadores também construíram um registo altamente detalhado da história da água em Olduvai, analisando proporções de isótopos de hidrogénio em ceras vegetais e outros compostos em sedimentos de lagos próximos. Estes resultados suportam os dados de isótopos de carbono, sugerindo as flutuações na região, com períodos de seca dominadas por pastagens e períodos húmidos caracterizadas por extensões de cobertura lenhosa. Modelos estatísticos e matemáticos da equipa de pesquisa vinculam as mudanças observadas com outros eventos da época, tais como alterações no movimento do planeta. "A órbita da Terra em torno do Sol muda lentamente com o tempo", disse Freeman. "Essas mudanças estavam ligadas ao clima local em Olduvai Gorge através de alterações no sistema de monções na África." A órbita da Terra em torno do Sol pode variar ao longo do tempo numa série de maneiras - por exemplo, a órbita da Terra em torno do Sol pode crescer mais ou menos circular ao longo do tempo, e a rotação do eixo da Terra em relação ao plano equatorial do Sol também pode inclinar para trás e para frente. Isso altera a quantidade de luz solar que a Terra recebe, a energia que impulsiona a atmosfera da Terra. A equipa também descobriu ligações entre mudanças em Olduvai e as temperaturas da superfície do mar nos trópicos. Essas descobertas agora lançam luz sobre as alterações ambientais pelas quais os ancestrais dos humanos modernos passaram, facto que os pode ter obrigado a adaptar-se de forma a sobreviver e prosperar. "Os primeiros humanos passaram de ter árvores disponíveis para ter gramíneas apenas disponíveis em apenas 10 a 100 gerações, e as suas dietas teriam de mudar em resposta", disse Magill. "As mudanças na disponibilidade de alimentos, no tipo de alimento, ou na maneira como você come o alimento pode desencadear mecanismos evolutivos para lidar com essas mudanças O resultado pode ser o aumento do tamanho do cérebro e da cognição, alterações na locomoção e até mesmo mudanças sociais - Forma como você interage com outras pessoas num grupo". Esta variabilidade no ambiente coincidiu com um período fundamental na evolução humana ", quando o género Homo foi estabelecido pela primeira vez e quando se descobriu a primeira evidência do uso de ferramentas", disse Magill. Os pesquisadores agora esperam para examinar as mudanças de Olduvai não apenas ao longo do tempo, mas no espaço, o que poderia ajudar a lançar luz sobre aspectos da evolução dos primeiros humanos, tais como padrões de forrageamento. Magill, Freeman e a sua colega Ashley Gail detalharam as suas descobertas online a 24 de dezembro em dois artigos na revista Proceedings. . http://www.ciencia-online.net/2012/12/ambiente-irregular-pode-ser-chave-para.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ciencia-online+%28Ci%C3%AAncia+Online%29

El Juicio contra Dios - La moralidad de Dios.

Colonização de Marte será movida pelo turismo, diz astrofísico

Não é com alegria que o astrofísico Neil deGrasse Tyson prevê que o turismo se tornará no futuro o maior responsável pelas missões tripuladas para o espaço. O diretor do Planetário Hayden, no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, constitui-se de um dos mais premiados cientistas americanos, um dos maiores entusiastas da ciência como motor de desenvolvimento econômico e social e um dos grandes críticos do corte de verbas da agência espacial americana, a Nasa. Tyson prevê: "Robôs vão continuar a explorar os planetas, luas e asteroides, mas as pessoas não vão participar, a menos que as culturas reconheçam o valor da exploração do espaço, como uma espécie de mola propulsora de inovação que serve à saúde de uma economia", acredita. "Provavelmente haverá colônias na Lua e em Marte, mas que serão conduzidas pelo turismo, e não por pesquisa". Difundir a importância da exploração espacial e da ciência em geral é uma de suas missões. Em cada programa de televisão que aparece, o Tyson faz questão de tirar dúvidas e suscitar a curiosidade dos espectadores a respeito de asteroides, viagens espaciais e partículas químicas. Utilizando-se de redes sociais, como Reddit, e uma linguagem acessível e bem-humorada em suas explicações sobre o universo, ele busca popularizar a ciência: "Quando a aprendizagem deixa de ser divertida, ela torna-se dolorosa, e a gente para de aprender". Referência quando se trata de astronomia, Tyson possui dez livros publicados sobre o assunto. O último foi lançado em fevereiro deste ano e é dedicado à exploração do espaço: Space Chronicles: Facing the Ultimate Frontier. Ele também colaborou com a Nasa em projetos sobre o futuro da exploração espacial e recebeu a maior condecoração dada a um civil, a Distinguished Public Service Medal. No momento, Tyson está trabalhando em uma refilmagem da série de TV Cosmos, realizada pelo astrônomo Carl Sagan na década de 1980. A série, com 13 episódios, deve ir ao ar pela FOX em 2013. Tyson é tido por muitos como o substituto de Sagan. "Uma honra ser considerado na mesma frase", enfatiza o cientista. Confira a seguir a entrevista completa, concedida com exclusividade ao Terra: Terra - Você é um grande fã do Isaac Newton. Para uma pessoa que não sabe a importância de Newton, que só ouviu falar na escola - o cara da maçã -, o que você falaria? Como explicar sua importância? Neil deGrasse Tyson - Newton permitiu que a civilização fizesse a transição de ver a natureza como um lugar místico, além da compreensão da mente humana, para um lugar conhecido, em que podemos usar as leis da física para prever o comportamento da própria natureza. A revolução industrial não teria sido possível sem esta transição. Terra - No que se refere à exploração do Sistema Solar, como você acha que ela estará daqui a 50, 100 e 200 anos? Tyson - Quase não há investimento na propulsão do futuro: unidades de antimatéria, propulsão iônica, etc. Portanto não há razão para pensar que o Sistema Solar ficará menor. Robôs vão continuar a explorar os planetas, luas e asteróides, mas as pessoas não vão participar, a menos que as culturas reconheçam o valor da exploração do espaço, como uma espécie de mola propulsora de inovação que serve à saúde de uma economia. Provavelmente haverá colônias na Lua e em Marte, mas que serão conduzidas pelo turismo e não por pesquisa. O mesmo vale para visitas a asteroides, que serão movidas por interesses de mineração, e não de exploração. Terra - As verbas da Nasa estão cada vez mais ameaçadas. A cada ano, elas caem mais. Diminuir essa verba é uma decisão adequada? Tyson - As pessoas (os americanos) não reconhecem o valor total da Nasa para a economia. Trata-se da criação de uma nação inovadora, que tem o desejo incessante de sonhar com um amanhã que somente a ciência e a tecnologia podem trazer. E é aí que estão as sementes da economia do século 21. Terra - É muito comum se deparar com pessoas que acham que o investimento em ciência básica é inútil. Elas acreditam que mandar uma sonda para Marte é um desperdício de dinheiro. Qual é a importância da ciência básica? Por que se busca uma partícula elementar ou se manda uma sonda para analisar a geologia de Marte? Tyson - Cada máquina com um interruptor on-off em um hospital, trazido para o serviço de diagnosticar a condição do corpo humano, sem precisar cortar para abrí-lo, é baseado em um princípio da física, descoberto por um físico que não tinha interesse em medicina. Isso inclui todo o departamento de radiologia: máquinas de raios X, tomografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletrocardiogramas e eletroencefalogramas. Enquanto isso, na década de 1930, Albert Einstein escreveu uma equação que permitiu que o laser fosse inventado. E podemos ter certeza de que ele não estava pensando em códigos de barras e cirurgia a laser na época. Então, negar o financiamento da ciência básica é arriscar seu futuro como participante no cenário mundial de tecnologia e inovações. Terra - Muitos cientistas se declaram religiosos, mas muitos outros dizem que a religião atrapalha e freia a ciência. Por outro lado, muitos religiosos apoiam a ciência, enquanto outros criticam as pesquisas porque vão contra suas crenças. Ciência e religião podem coexistir pacificamente? Tyson - É um fato empírico de que a ciência e a religião podem coexistir, porque ela coexiste em muitos cientistas e pessoas treinadas em ciência. Contudo é bastante revelador perceber que os percentuais de cientistas que são religiosos variam conforme o campo de estudo. Os menores são biólogos, físicos e astrofísicos, e os mais elevados são matemáticos e engenheiros. Assim, as profissões que estão mais próximas das operações da natureza são menos representadas entre cientistas religiosos. Mais importante, os cientistas religiosos que são bem-sucedidos não usam a bíblia como referência para suas ideias sobre a natureza. Então, não se pode colocar junto os cientistas religiosos de sucesso com os fundamentalistas religiosos, que afirmam que Deus criou o universo em seis dias e que o mundo não tem mais do que 6 mil anos de idade. Eles não são a mesma comunidade de pessoas. Se você afirma que o seu texto religioso revelado é também uma cartilha sobre as operações da natureza, então você vive uma vida de conflito com a ciência. Terra - O que você acha do trabalho do ex-mágico James Randi e do cientista Michael Shermer? Ambos defendem o ceticismo. Você se considera um cético também? Tyson - Qualquer cientista também é um cético - que é como a ciência progride. Uma pessoa que não é cética está pronta para ser explorada por pessoas que têm algo a vender. Terra - O governo brasileiro tem um grande programa de investimento em educação científica, chamado "Ciência Sem Fronteiras". A ideia é enviar estudantes brasileiros às universidades líderes no mundo e melhorar a qualidade da pesquisa e da educação no País. Você acha que esta é a solução? Tyson - Uma ideia interessante. Ela certamente não pode machucar. Mas eu sempre abracei soluções heterodoxas para esse desafio. Você não pode fazer as pessoas se interessarem por ciência. Elas precisam se sentir compelidas a partir de dentro. Concordo com uma cultura aeroespacial ativa porque estimula a inovação em todos, mesmo quando você não está diretamente no campo aeroespacial. Isso porque os avanços na indústria aeroespacial tendem a ser mais púbicos do que avanços em outros campos. O Brasil tem a terceira maior indústria aeroespacial do mundo. E, na última vez que verifiquei, foi o inventor de um avião que podia funcionar com álcool. A Embraer também domina os mercados de companhias aéreas regionais nos EUA. Esses tipos de inovações têm o poder de inspirar em um nível que não requerem programas para que as pessoas fiquem interessadas em campos STEM (na sigla, em inglês), que compreendem Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Terra - Muitos criticam o programa, por exemplo, por excluir as ciências humanas e por ter sido feito muito rápido, sem um planejamento detalhado. O que você acha disso? Tyson - Isso depende do porquê estão fazendo isso. Nada constrói "novas" economias como as inovações em ciência e tecnologia. Isso é conhecido desde a revolução industrial. Se você está fazendo isso para estimular uma cultura mais "arredondada", então as artes precisam aterrissar bem ao lado das ciências. Enquanto a arte raramente leva a novas economias (com excessão onde a ciência tem permitido às artes expressar-se de uma nova forma), as artes podem impulsionar o turismo e enriquecer a vida de uma nação civilizada de todas as formas intangíveis, que contribuem para o porquê de alguém querer viver em um país e não em outro, e por que algumas pessoas, quando se mudam para lá, quererem ficar. Terra - E você acha que este programa pode ajudar o Brasil a ganhar o Prêmio Nobel de Física, algum dia? Quais são as chances do Brasil? Tyson - Minha escola (Escola Superior de Ciência do Bronx, em Nova York) conta sete prêmios Nobel entre seus graduados. Tudo em física. Este é um motivo de orgulho entre nós. E ele traça para uma cultura de pessoas que querem fazer ciência - que são obrigados a fazer ciência, porque eles veem quase diariamente o que a ciência pode fazer para a saúde, a riqueza e a segurança de uma nação. Os avanços da era Apollo alteraram a mentalidade dos americanos. E este grupo de laureados estava entre eles. Eles se formaram no colegial, entre 1947 e 1966. Os EUA quebraram a barreira do som em 1947. O programa Apollo foi anunciado em 1962. Nós pousamos na lua em 1969. A nossa presença no espaço era uma força da natureza em si. Terra - Como você vê sua popularidade crescente em redes sociais como Reddit? A internet tem força para popularizar a ciência? Tyson - Sim. Mas a internet também tem o poder de popularizar a não ciência tão bem quanto o absurdo. Então, eu estou feliz em ser um participante, mas os desafios permanecem para aqueles que se preocupam com a alfabetização científica. Terra - Em suas entrevistas, você sempre fala sobre ciência com bom humor, explicando os assuntos de forma divertida e fazendo piadas. Você acha que essa é uma forma de manter as pessoas mais interessadas? Elas entendem melhor a ciência dessa forma? Tyson - Quem aí não gosta de rir? Quando a aprendizagem deixa de ser divertida, ela torna-se dolorosa e a gente para de aprender. E, além disso, acontece que eu acho o universo hilário. Terra - Qual a influência de Carl Sagan em sua vida e no seu trabalho? Tyson - Eu conheci ele enquanto estava no ensino médio. E nos encontramos várias vezes depois disso. Ele nunca foi meu mentor, como alguns têm presumido. Mas o meu primeiro encontro com ele foi eterno. Ele passou um tempo comigo - um aluno que ele nunca havia conhecido - simplesmente porque ele tinha ficado sabendo do meu interesse em astrofísica. Daquele momento em diante, eu passei a encontrar tempo para alunos que eu nunca havia visto antes, da mesma forma como Carl deu seu tempo para mim. Terra - Muitas pessoas dizem que você é o substituto dele, o novo Carl Sagan, o novo porta-voz dos astrônomos. O que você acha disso? Tyson - Uma honra ser considerado na mesma frase. Temos uma forte sobreposição em nossas declarações de missão pessoais, embora ele fosse muito mais vigilante no combate à pseudociência. Terra - Com a morte de Armstrong, muitos relembraram seu grande feito, de ter sido o primeiro homem a pisar na lua, em 1969. Qual foi de fato a importância da chegada do homem à Lua? Tyson - A morte de Armstrong é especialmente importante não porque ele pousou na Lua e deu os primeiros passos, mas porque, três anos depois, nós paramos de ir, e toda a era está recuando rapidamente para o passado, sem nada para mostrar desde então. Isso torna a morte de Neil Armstrong uma tragédia a lamentar mais do que uma vida para comemorar. Terra - Há quem diga que a China será o próximo país a conquistar a Lua. Você acredita nisso? E que importância esse feito teria hoje? Tyson - A China provavelmente vai realizar esta façanha. Eu não me preocupo com quem "deve" fazê-lo. Eles têm sido coerentes com as suas promessas e suas realizações no espaço. Então, eu não tenho nenhuma razão para duvidar de seus planos para os "taikonautas" visitarem a Lua em um futuro próximo. Terra - Como estamos nos preparando para o dia 13 de abril de 2036? Quais seriam as consequências previsíveis do impacto do asteroide Apophis na Terra? (O asteroide tem 1 chance em 250 mil de atingir a Terra. Como lembra Tyson em outra entrevista, muita gente aposta na loteria com probabilidade de acerto bem menor.) Tyson - Se Apophis atingir a Terra, ele provavelmente vai bater no Oceano Pacífico e causar um trilhão de dólares em danos materiais ao longo da costa oeste da América do Norte. Mas ninguém tem que morrer. Nós vamos saber com antecedência onde e quando ele vai bater. Mas eu gostaria de desviar o asteróide, se ele vier ao nosso encontro, em vez de fugir dele. E a única maneira de desviá-lo é garantir que você tenha cientistas e engenheiros em seu meio, porque são eles que vão, naturalmente, pensar desta forma. . http://noticias.terra.com.br/ciencia/colonizacao-de-marte-sera-movida-pelo-turismo-diz-astrofisico,37ea8116492da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html