Pôster do filme “Criação” (Creation) - baseado no livro “Annie’s Box”, escrito por Randal Reynes, tataraneto de Charles Darwin, o criador da teoria da evolução.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Velório de Niemeyer teve hino comunista e menções ao ateísmo

O culto ecumênico em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer, que encerrou o velório no Palácio da Cidade, na zona sul do Rio de Janeiro, foi marcado pela lembrança ao comunismo, cujo ideário ele seguiu por toda a vida, e ao ateísmo. Foi o pastor luterano Mozart Noronha quem primeiro fez alusão à ausência de profissão de fé religiosa do arquiteto. "Acredito que essa seja a primeira vez em que se reúnem dois padres, um pastor e um rabino para celebrar a alma de um ateu." O religioso ainda leu um poema feito por ele em homenagem a Niemeyer. Em certo trecho, o texto sugere que, ao chegar ao céu, o arquiteto seja homenageado por um coro de anjos cantando a Internacional, hino do comunismo, e que ele chegaria segurando a bandeira com as imagens da foice e do martelo, símbolos comunistas. Já o padre Jorjão afirmou que o mais importante legado do arquiteto está na prática dos ideais de justiça e igualdade defendidos por ele. Ele também fez menção ao ateísmo. Mesmo para os que não acreditam em Deus, afirmou, existe uma luz a ser alcançada, que é "de todos". O religioso lembrou o grande volume de templos projetados por Niemeyer. "Nenhum brasileiro projetou tantas igrejas como Oscar Niemeyer", destacou durante o ritual, acompanhado por parentes e amigos do arquiteto. A responsabilidade política e humana de Niemeyer foram os pontos destacados pelo rabino Nilton Bonder durante a cerimônia ecumênica. Para ele, o grande marco revolucionário do arquiteto foi a defesa destes valores nos quais tanto acreditava. Ao final do culto, foi puxado um coro para cantar a letra da Internacional Comunista. Vários populares, alguns usando blusas com o rosto de Fidel Castro e Che Guevara, cantaram o hino com os punhos fechados direcionados para o alto, outro símbolo do regime político. O corpo de Niemeyer deixou o Palácio da Cidade sob fortes aplausos e foi levado em cortejo para o cemitério São João Batista, onde foi sepultado. Morre Oscar Niemeyer O arquiteto Oscar Niemeyer morreu às 21h55 do dia 05 de dezembro de 2012, aos 104 anos, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, de infecção respiratória. Ele estava internado na instituição de saúde desde o dia 6 de novembro, onde alternou quadros de melhoria e de piora na saúde. Considerado um dos nomes mais influentes da arquitetura moderna mundial, Niemeyer foi responsável pelas principais obras da construção de Brasília, inaugurada em 1960. Carioca, nasceu em 15 de dezembro de 1907 no bairro de Laranjeiras, no Rio. http://noticias.terra.com.br/brasil/oscarniemeyer/noticias/0,,OI6363391-EI14397,00-Velorio+de+Niemeyer+teve+hino+comunista+e+mencoes+ao+ateismo.html

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Velório de Niemeyer no Palácio do Planalto começa às 15h

O corpo do arquiteto Oscar Niemeyer chegará a Brasília para ser velado no Palácio do Planalto às 14h20 desta quinta-feira, segundo oficiais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Dilma Rousseff ofereceu o avião presidencial para o transporte do corpo, que deixará o Rio de Janeiro às 13h Da base aérea, o caixão seguirá em carro aberto do Corpo de Bombeiros pelo Eixo Rodoviário de Brasília - um dos traçados iniciais do projeto de Lúcio Costa - e pela Esplanada dos Ministérios, região da cidade com maior concentração de obras assinadas pelo arquiteto. O corpo deverá chegar à sede da Presidência da República às 15h, com cerimônia conduzida pelo grupo de Dragões da Independência. As definições foram acertadas nesta manhã pelo Cerimonial da Presidência. O corpo do arquiteto será velado no salão nobre do Planalto, no segundo andar do prédio, e Dilma deverá participar de um primeiro momento. Horas antes do início do velório, às 11h, o mesmo espaço será usado para o anúncio do plano de investimentos em portos pela presidente. Ela preferiu não adiar, mas o evento deverá ter sua duração reduzida para que a estrutura do evento seja desmontada para o velório. A exemplo do velório do ex-vice-presidente José Alencar, no ano passado, o público deverá ter acesso ao corpo por meio da rampa do Planalto a partir das 16h. O velório seguirá até as 20h. O corpo de Niemeyer retornará ao Rio de Janeiro, onde será enterrado. Morre Oscar Niemeyer O arquiteto Oscar Niemeyer morreu às 21h55 do dia 05 de dezembro de 2012, aos 104 anos, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, de infecção respiratória. Ele estava internado na instituição de saúde desde o dia 6 de novembro, onde alternou quadros de melhoria e de piora na saúde. Considerado um dos nomes mais influentes da arquitetura moderna mundial, Niemeyer foi responsável pelas principais obras da construção de Brasília, inaugurada em 1960. Carioca, nasceu em 15 de dezembro de 1907 no bairro de Laranjeiras, no Rio. . http://noticias.terra.com.br/brasil/oscarniemeyer/noticias/0,,OI6359053-EI14397,00-Velorio+de+Niemeyer+no+Palacio+do+Planalto+comeca+as+h.html

Enganação

Oscar Niemeyer, expoente internacional da arquitetura moderna, morre aos 104

O arquiteto Oscar Niemeyer, ícone da arquitetura moderna e um dos brasileiros mais reconhecidos no mundo, morreu nesta quarta-feira (5), aos 104 anos. Ele estava internado há 33 dias no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, por causa de uma infecção urinária. Ele também teve uma infecção respiratória e respirava com a ajuda de aparelhos. Niemeyer foi um dos principais expoentes da arquitetura moderna e projetou o Brasil internacionalmente. O carioca ganhou reconhecimento a partir da exploração das possibilidades plásticas e construtivas do concreto armado, produzindo obras grandiosas e inventivas, marcadas pelo abuso de curvas em detrimento das linhas e ângulos retos. Suas obras --prédios públicos e privados, monumentos, esculturas e igrejas-- marcam a paisagem das principais cidades brasileiras e espalham-se por vários países do mundo, como Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Itália, Argélia, Israel e Cuba, entre outros. Niemeyer projetou grande parte das obras de Brasília, entre elas a praça dos Três Poderes, os prédios do Congresso Nacional, do STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto. . Em São Paulo, projetou o Memorial da América Latina, o edifício Copan e as construções do Parque do Ibirapuera; no Rio, concebeu o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e a Marquês de Sapucaí; em Belo Horizonte, projetou todo o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Gostava de desenhar, e o desenho levou-me à arquitetura. Lembro-me que ficava com o dedo no ar desenhando. Minha mãe perguntava: 'o que está fazendo menino?' 'Desenhando', respondia com a maior naturalidade. O arquiteto desenhou também esculturas e mobílias, escreveu livros e, depois do centenário, lançou até um disco de samba. Marxista convicto, militou no PCB (Partido Comunista Brasileiro) durante várias décadas, mudou-se para a França durante a ditadura militar e manteve amizade com Luís Carlos Prestes e Fidel Castro. Juventude e começo da carreira Niemeyer nasce em 15 de dezembro de 1907 no Rio, filho de Oscar Niemeyer Soares e Delfina Ribeiro da Almeida. Sua família tinha ascendência portuguesa, árabe e alemã. Cresceu no bairro de Laranjeiras, onde se casou com Annita Baldo em 1928. Em 1929, iniciou os estudos na Escola Nacional de Belas Artes, dirigida pelo também arquiteto Lucio Costa, com quem Niemeyer começou a trabalhar em 1932. "Gostava de desenhar, e o desenho levou-me à arquitetura. Lembro-me que ficava com o dedo no ar desenhando. Minha mãe perguntava: 'o que está fazendo menino?' 'Desenhando', respondia com a maior naturalidade. Realmente, fazia formas no espaço, formas que guardava de memória, corrigia e ampliava, como se as tivesse mesmo a desenhar", afirmou o arquiteto, em declaração publicada na página do Instituto Oscar Niemeyer. Em 1934, obteve diploma de engenheiro e arquiteto. Dois anos depois, conheceu o arquiteto modernista Le Corbusier. A obra do francês o influenciou de forma decisiva. . Viajou aos Estados Unidos em 1938 e elaborou o projeto do Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Em 1945, ingressou no PCB e iniciou sua amizade com Prestes, a quem na velhice ajudaria a sustentar. "Fui sempre um revoltado. Da família católica eu esquecera os velhos preconceitos, e o mundo parecia-me injusto, inaceitável. A miséria a se multiplicar como se fosse coisa natural e aceitável. Entrei para o Partido Comunista abraçado pelo pensamento de Marx." Regressou a Nova York em 1947, onde participou, ao lado de arquitetos do mundo todo, do projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas). Em 1950, foi publicada a obra "The Work of Oscar Niemeyer" ("O Trabalho de Oscar Niemeyer"), do arquiteto e historiador grego Stamo Papadaki, que ajudou a divulgar o arquitetura de Niemeyer no exterior. Fui sempre um revoltado. Da família católica eu esquecera os velhos preconceitos, e o mundo parecia-me injusto, inaceitável. A miséria a se multiplicar como se fosse coisa natural e aceitável. Entrei para o Partido Comunista abraçado pelo pensamento de Marx Em 1954, fez sua primeira viagem à Europa, onde conheceu França, Itália, Alemanha, República Tcheca e a União Soviética. No ano seguinte, fundou a revista "Módulo", que circulou, em edições mensais, até 1965, quando sua publicação foi interrompida pelo governo militar "a revista foi retomada em 1975 e editada até 1987. Brasília e golpe militar Em 1956, Niemeyer foi convidado pelo presidente e amigo Juscelino Kubitschek para projetar a nova capital do país e organizar o concurso para a escolha do plano piloto, vencido por Lucio Costa. Dois anos depois, Niemeyer mudou-se para Brasília. "E ali ficamos durante vários anos. Longe de tudo. Cobertos dessa poeira vermelha que durante os períodos de seca se incrustava na pele e, na estação das chuvas, paralisados pelas águas torrenciais que caíam sem controle sobre essa terra sem defesa." Em 1962, foi nomeado coordenador da Escola de Arquitetura da recém-fundada UnB (Universidade de Brasília), após convite do reitor Darcy Ribeiro. No ano seguinte, ganhou o Prêmio Lênin da Paz, concedido pela União Soviética. Em 1964, quando estava em Lisboa, recebeu a notícia do golpe que instaurou a ditadura militar. Retornou ao país no final do ano, após passagem por Israel. "Levei um grande susto com a notícia do golpe. Durante três dias, não descolava o ouvido do rádio, na expectativa de uma boa notícia qualquer. Nada se passava e nós estávamos aflitos, temendo um novo período de opressão e obscurantismo. Foi em abril de 1964", recordou Niemeyer. Em 1965, demitiu-se da UnB assim como outros 200 professores, em protesto contra a influência militar na universidade. Na época, a sede da revista "Módulo" foi parcialmente destruída, e o escritório de Niemeyer, saqueado. Vida no exterior No ano seguinte, Niemeyer viajou a Paris para acompanhar exposição da sua obra no Museu do Louvre. Dois anos depois, impedido de trabalhar no Brasil e depois de os militares embargarem seu projeto para o aeroporto de Brasília, mudou-se para a capital francesa. Em 1968, mudou-se para a Argélia para dedicar-se a vários projetos, a convite do presidente do Conselho Revolucionário Argelino, Houari Boumediène, líder da independência do país. Quatro anos depois, Niemeyer voltou a Paris, abrindo um escritório na famosa avenida Champs-Élysées. No ano de 1975, publicou, em Milão, na Itália, seu primeiro livro ("Oscar Niemeyer"), que traz uma retrospectiva de sua obra e trajetória. Em 1978, de volta ao Brasil, participou da fundação e foi eleito presidente do Cebrade (Centro Brasil Democrático). Em 1988, recebeu o Prêmio Pritzker de arquitetura, e, no ano seguinte, foi condecorado na Espanha com o prêmio Príncipe de Astúrias. Levei um grande susto com a notícia do golpe [militar no Brasil]. Durante três dias, não descolava o ouvido do rádio, na expectativa de uma boa notícia qualquer. Nada se passava e nós estávamos aflitos, temendo um novo período de opressão e obscurantismo. Foi em abril de 1964 Na década de 90, Niemeyer foi premiado com a medalha do Colégio de Arquitetos de Catalunha (em 90), com o Prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza (em 96) e com a tradicional Royal Gold Medal (em 98), concedida pelo Instituto Real dos Arquitetos Britânicos. No mesmo ano, publicou um livro de memórias: ?As Curvas do Tempo?. Em 1999, lançou sua primeira obra de ficção, "Diante do Nada". Últimos anos A mulher do arquiteto, Annita, morreu em 2004; dois anos depois, Niemeyer casou-se com Vera Lúcia, que era sua secretária. Em 2007, ao completar cem anos de idade, Niemeyer recebeu diversas homenagens e foi tema de muitas exposições e eventos. No ano seguinte, fundou no Rio a revista "Nosso Caminho". Dois anos depois, aventurou-se no mundo da música, com o disco de samba de raiz "Tranquilo com a Vida", gravado em parceria com seu enfermeiro Caio Almeida e com o músico Edu Krieger. Também em 2008 foi inaugurada uma escultura do brasileiro em homenagem ao povo cubano na Universidade de Ciências Informáticas de Havana; um presente de Niemeyer ao líder Fidel Castro. . Em 25 de março de 2011 foi inaugurado em Avilés, na Espanha, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, mas o espaço foi fechado nove meses depois, por determinação do governador da província. O fechamento irritou Niemeyer e provocou protestos na cidade. No dia 8 de fevereiro de 2012, em sua última grande aparição em público, o arquiteto acompanhou a inauguração do sambódromo do Rio, que havia passado por reformas de ampliação e adequação da obra ao projeto original. Na ocasião, Niemeyer foi aplaudido por operários da obra e agradeceu: "Estou muito feliz. Essa obra não é só minha, é do grupo que trabalha comigo. Estou muito contente e entusiasmado em ver um trabalho como esse, que foi feito para alegrar o povo." Niemeyer deixa uma filha netos, bisnetos e trinetos. Sua filha, Anna Maria, morreu em junho, aos 82 anos, por complicações decorrentes de um enfisema pulmonar. . http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/12/05/oscar-niemeyer-expoente-internacional-da-arquitetura-moderna-morre-aos-104.htm

Mulher acolhe casal de rua em casa e cria campanha de ajuda no Facebook

Diego Oliveira, de 21 anos, e Kaline Galdino, de 20 anos, hoje têm onde morar, se alimentam todos os dias e conseguem cuidar de sua única filha, Yasmim, nascida há um mês. Quem os vê atualmente, não imagina que o casal já viveu nas ruas de Ribeirão Preto (SP), onde chegou sem emprego e sem documentos. A história dos dois mudou quando cruzou o caminho deles a advogada Roberta Galvão, que os acolheu em sua própria casa e criou uma campanha no Facebook para ajudá-los. Natural de Minas Gerais, Oliveira foi para São Paulo em busca de trabalho e conheceu a esposa, nascida na Paraíba. Sem oportunidades, o casal não tinha onde morar e viveu sem-teto na capital paulista por aproximadamente oito meses. “Nesse tempo de muita dificuldade, que passamos frio, chegamos a passar fome, nós geramos a Yasmim. Então nós resolvemos voltar para Minas, para ter nossa família lá”, conta o jovem. No entanto, eles decidiram se mudar novamente e tentar a sorte em Ribeirão Preto, e acabaram nas ruas mais uma vez. Durante três meses, o casal costumava ir a uma lanchonete na Avenida Nove de Julho e pedir pelo alimento que sobrasse. Foi em uma dessas ocasiões que a sorte deles mudou. “Eu fui pedir um lanche para minha esposa comer, ela estava grávida de oito meses e com fome, e disseram que não tinha sobrado nada. Aí conhecemos a Roberta”, diz Oliveira. Roberta então ofereceu um lanche para os dois e, preocupada com a gravidez de Kaline, decidiu sentar-se com eles e perguntar sobre sua história. “Eles disseram que não tinham documentação e eu fui me envolvendo. Aí chamei um amigo e falei ‘vamos arrumar a documentação para eles’. A preocupação dela [Kaline] era de ter a neném na rua, porque se ela tivesse no hospital, ela não sairia com a filha pela falta de documentos. Isso me assustou demais”, explica a advogada. Enquanto levantava os dados para providenciar os documentos, Roberta descobriu que Oliveira nasceu no mesmo dia que sua mãe e Kaline na mesma data que seu avô. A advogada acredita que a coincidência foi um sinal de que ela deveria ajudá-los e os acolheu em sua casa. “Eu acredito e ela [Roberta] também que foi um sinal de Deus, de que a gente precisava de ajuda. Ela apareceu na hora certa, porque uma semana depois minha filha nasceu”, afirma Oliveira. Levar o casal para viver em sua casa fez com que Roberta fosse questionada por muitos de seus conhecidos, que consideravam a atitude perigosa. “Várias pessoas me disseram: ‘e se eles te matarem?’. Morri então, se é assim que tem que ser. Eu só achei que não tinha como deixá-los na rua. Dizem que eu sou boazinha. Eu não sou boazinha não, acho que isso é obrigação da gente, não quero jogar a minha obrigação para ninguém”, explica. Ajuda Com o nascimento de Yasmim, Roberta decidiu criar uma página no Facebook em busca de mais “madrinhas” e “padrinhos” para conseguir berço e roupas para o bebê. “Como eu não conseguiria sozinha, pedi ajuda pelo Facebook. Hoje somos 260 padrinhos e madrinhas atuantes. Agora, a Yasmim tem uma vida digna, não porque está morando na minha casa, mas porque a mãe e o pai dela estão recomeçando.” Recomeçar é exatamente o plano de Oliveira. “Quero arrumar um emprego, conseguir uma casa para eu morar, ter minha família e construir minha vida aqui em Ribeirão”, diz. . http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2012/12/mulher-acolhe-casal-de-rua-em-casa-e-cria-campanha-de-ajuda-no-facebook.html

domingo, 2 de dezembro de 2012

Richard Dawkins - O fato da Evolução

Um dos argumentos cruciais contra a evolução é o seu status como uma mera "teoria", aqui Richard Dawkins corrige esse uso capcioso da expressão e afirma que a evolução está de realmente tão perto de um "fato" como ninguém jamais pensou.

Nova descoberta desafia teorias de formação dos planetas rochosos

Utilizando o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), astrônomos descobriram pela primeira vez que a região exterior de um disco de poeira em torno de uma anã marrom, contém grãos sólidos com tamanhos da ordem de milímetros, comparáveis aos encontrados em discos mais densos situados em torno de estrelas recém nascidas. Esta descoberta surpreendente desafia as teorias de formação dos planetas rochosos do tipo terrestre e sugere que os planetas rochosos podem ser ainda mais comuns no Universo do que o que se esperava. O estudo publicado na revista especializada Astrophysical Journal Letters. Pensa-se que os planetas rochosos se formam a partir de colisões aleatórias e fusão do que são, inicialmente, partículas microscópicas situadas no disco de material em torno de uma estrela. Estes grãos minúsculos, conhecidos como poeira cósmica, são muito semelhantes a fuligem ou areia muito finas. No entanto, nas regiões exteriores em torno de uma anã marrom - um objeto do tipo estelar, mas demasiado pequeno para brilhar como uma estrela - os astrônomos esperavam que os grãos de poeira não pudessem crescer, já que os discos são bastante esparsos e as partículas deslocar-se-iam muito depressa para se poderem fundir após uma colisão. Igualmente, as teorias principais dizem que quaisquer grãos que se consigam formar devem mover-se muito depressa na direção da anã marrom central, desaparecendo assim das regiões mais exteriores do disco, onde poderiam ser detectados. "Ficámos muito surpreendidos ao encontrar grãos de poeira do tamanho do milímetro neste disco pequeno e fino," disse Luca Ricci, do California Institute of Technology, EUA, que liderou a equipa de astrônomos, sediados nos Estados Unidos, Europa e Chile. "Grãos sólidos deste tamanho não deveriam ser capazes de se formar nas regiões exteriores frias de um disco em torno de uma anã marrom, mas aparentemente é o que está a acontecer. Não podemos ter a certeza que um planeta rochoso se forme neste local, ou até que já se tenha formado, mas estamos a ver os primeiros passos deste fenómeno, e por isso mesmo teremos que alterar as nossas suposições sobre as condições necessárias ao crescimento de sólidos," disse ele. A elevada resolução do ALMA comparada com os telescópios anteriores, permitiu também à equipa localizar monóxido de carbono gasoso em torno da anã marrom - é a primeira vez que gás molecular frio é detectado num tal disco. Esta descoberta, juntamente com a dos grãos milimétricos, sugere que o disco é muito mais parecido aos discos que se encontram em torno de estrelas jovens do que o suposto anteriormente. Ricci e colegas fizeram esta descoberta com o auxílio do telescópio ALMA parcialmente completo, situado no deserto chileno a elevada altitude. O ALMA é uma coleção, em crescimento, de antenas de alta precisão, em forma de prato, que trabalham em conjunto, como se de um único telescópio se tratassem, para observar o Universo com imenso detalhe e sensibilidade. O ALMA "vê" o Universo na radiação milimétrica, a qual é invisível ao olho humano. Prevê-se que a construção do ALMA esteja terminada em 2013, mas os astrônomos observam já utilizando uma rede parcial de antenas ALMA, desde 2011. Os astrônomos apontaram o ALMA à jovem anã marrom ISO-Oph 102, também conhecida como Rho-Oph 102, situada na região de formação estelar Rho Ophiuchi, na constelação do Serpentário. Com cerca de 60 vezes a massa de Júpiter mas apenas 0,06 a do Sol, a anã marrom não tem massa suficiente para iniciar as reações termonucleares que fazem brilhar as estrelas. No entanto, emite calor libertado pela sua lenta contração gravitacional e brilha com uma cor avermelhada, embora seja muito menos brilhante que uma estrela. O ALMA coletou a radiação emitida pelo material do disco aquecido pela anã marrom. Os grãos de poeira do disco não emitem muito radiação a comprimentos de onda maiores que o seu próprio tamanho, por isso um decréscimo caraterístico no brilho pode ser medido a comprimentos de onda maiores. O ALMA é o instrumento ideal para medir este decréscimo e deste modo estimar o tamanho dos grãos. Os astrônomos compararam o brilho do disco nos comprimentos de onda de 0,89 mm e 3,2 mm. O decréscimo em brilho de 0,89 mm para 3,2 mm não é tão abrupto quanto se esperava, mostrando que, pelo menos, alguns dos grãos têm um milímetro ou mais de tamanho. "O ALMA é uma ferramenta poderosa para investigar os mistérios dos sistemas planetários em formação," comentou Leonardo Testi do ESO, um membro da equipa de investigação. "Para fazer esta observação com a geração anterior de telescópios, teríamos que ter observado durante praticamente um mês inteiro - o que na prática seria demasiado longo. Mas, utilizando apenas um quarto das antenas do ALMA, pudemos fazer a observação em menos de uma hora!" disse ele. No futuro próximo, o telescópio ALMA completo será suficientemente poderoso para obter imagens detalhadas dos discos em torno da Rho-Oph 102 e outros objetos. Ricci explicou, "Poderemos brevemente detectar, não apenas a presença de pequenas partículas nos discos, mas também mapear como é que elas se distribuem no disco circumstelar e como é que interagem com o gás que também detectamos no disco, o que nos ajudará a compreender melhor como é que os planetas se formam." . http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6343836-EI301,00-Nova+descoberta+desafia+teorias+de+formacao+dos+planetas+rochosos.html