segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Maconha vendida pelo governo uruguaio será melhor e barata
O diretor do Conselho Nacional das Drogas no Uruguai informou nesta segunda-feira que a maconha vendida sob controle do governo será da melhor qualidade e com o mesmo preço da vendida ilegalmente hoje. O Parlamento atualmente estuda uma lei que regulamenta o mercado da droga no país.
"Hoje, a maconha consumida no mercado negro chega misturada com substâncias que não são necessariamente maconha ou contém as partes da planta que não são destinadas ao consumo humano, tais como folhas, caules e outros. A que o Estado vai fornecer é uma substância de qualidade superior a essa", afirmou Julio Calzada à imprensa. "No mercado negro, hoje, 25 gramas de maconha custam 500 pesos (US$ 25)", acrescentou.
Depois de reuniões com especialistas internacionais e de outras partes interessadas, determinou-se que o preço "da substância que o Estado pode distribuir de forma legal não ficará longe dessa média". Um projeto de lei para regulamentar a produção e venda de maconha foi apresentado no início de agosto no Parlamento. O único artigo deste projeto de lei não especifica quais seriam os procedimentos para a implementação do texto. O Legislativo também tem a intenção de autorizar o cultivo de maconha para consumo pessoal.
Segundo a imprensa local, cada consumidor teria um cartão pessoal anônimo com código de barras dando direito a 40 gramas de maconha por mês. Deste modo, o governo evitaria o registro dos consumidores, tal como inicialmente discutido. "Seria um documento anônimo, sem foto, sem o nome do titular, que seria usado para controlar o consumo", disse Calzada ao jornal La Republica.
O projeto do governo visa a combater a violência gerada pelo consumo e o crescente tráfico de "pasta base", um derivado da cocaína mais barato com efeitos devastadores sobre os consumidores. Hoje, o consumo e a posse para uso pessoal de maconha não são punidos no Uruguai, mas a comercialização e o cultivo são proibidos. Estima-se que 20 mil pessoas consumam regularmente maconha neste pequeno país de 3,2 milhões de habitantes.
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http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6278860-EI8140,00-Maconha+vendida+pelo+governo+uruguaio+sera+melhor+e+barata.html
"Atheism and Sexuality" Greta Christina Skepticon 3
Ative a legenda para o português, é muito bom esse vídeo:
domingo, 4 de novembro de 2012
Há 55 anos, Laika se tornava o 1º animal em órbita
Em 1957, cientistas soviéticos testam a cápsula na qual mandariam a cadela Laika para o espaço. Ela morreria horas depois do lançamento. O motivo da morte só foi revelado em um congresso em 2002: calor e pânico
Em 3 de novembro de 1957, a cadela Laika se tornava o primeiro animal da Terra a ser colocado em órbita. A bordo da nave soviética Sputnik 2, ela morreu horas depois do lançamento, mas entrou para a história da corrida espacial.
Os primeiros seres multicelulares no espaço foram moscas-das-frutas lançadas por americanos. Depois, macacos foram colocados em foguetes. Contudo, nenhum deles chegou a um voo orbital, ao contrário de Laika.
A Sputnik 2 era a segunda espaçonave a orbitar o planeta - a primeira Sputnik foi lançada em 4 de outubro do mesmo ano e levava o satélite de mesmo nome. A nave que levou Laika tinha forma de cone, 4 m comprimento e uma base de 2 m de diâmetro. Continha diversos instrumentos científicos e um sistema de controle de temperatura. A cadela ficava em uma cabine separada do equipamento e selada.
Um sistema de telemetria mandava dados de engenharia e de biologia durante 15 minutos por órbita. Dois espectrômetros mediam a radiação solar e outros raios cósmicos. Uma câmera de televisão era usada para observar Laika.
Laika
O animal escolhido para ir ao espaço era uma vira-latas de 6 kg de nome Kudryavka. Depois, os soviéticos decidiram renomeá-la como Laika. Sua cabine tinha espaço para ela ficar deitada ou em pé. Comida e água eram providenciadas em forma de gelatina. Ela tinha uma proteção e eletrodos para monitorar seus sinais vitais. Os primeiros dados da telemetria mostraram que ela estava agitada, mas comia a ração.
Os soviéticos nunca planejaram trazer Laika de volta, não havia tecnologia para isso na época. Eles providenciaram oxigênio suficiente para ela viver por 10 dias. A verdade sobre quanto tempo ela sobreviveu e qual foi a causa da morte só veio à tona em 2002. Dimitri Malashenkov, do Instituto para Problemas Biológicos, em Moscou, afirmou em um congresso nos Estados Unidos que a cadela sobreviveu por poucas horas após o lançamento. Laika foi escolhida entre 10 cachorros por ser considerada mais sociável. Ela aprendeu a suportar vibrações, falta de gravidade e o espaço reduzido da nave.
Apesar de toda a preparação, ela morreu devido a uma combinação de superaquecimento e pânico. Em 14 de abril de 1958, após 162 dias em órbita, a Sputnik 2 se desintegrava na reentrada na atmosfera. Quatro anos antes do anúncio de Malashenkov, o ex-diretor do programa soviético para envio de animais ao espaço no anos 50, Oleg Gazenlo, disse se arrepender de ter enviado Laika ao espaço, pois eles haviam condenado a cadela a uma morte certa.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6272167-EI301,00-Ha+anos+Laika+se+tornava+o+animal+em+orbita.html
Estudo indica como se formaram primeiros sólidos do Sistema Solar
Um estudo divulgado nesta quinta-feira na revista Science indica que os primeiros materiais sólidos do Sistema Solar, chamados de côndrulos e de "inclusões ricas em cálcio e alumínio" (CAIs, na sigla em inglês), se formaram na mesma época, há 4,567 bilhões de anos. Estudos anteriores indicavam que os côndrulos começaram a se formar de um a dois milhões de anos após os CAIs, o que indicava que podem ter ocorrido dois mecanismos separados ou fontes de calor na formação desses materiais.
Antes da formação do que hoje conhecemos como Sistema Solar, tínhamos um grande disco protoplanetário - um conjunto de gás. Aos poucos, foram formados grãos de poeira que, ao se aglomerar, dariam origem aos gigantescos planetas, asteroides e outros corpos. "O único registro dos estágios de formação do nosso Sistema Solar vem dos primeiros sólidos preservados do disco protoplanetário e que agora residem em CAIs e côndrulos milimétricos presentes em meteoritos", explica o artigo assinado por pesquisadores da Dinamarca, Havaí e Rússia.
Os pesquisadores afirmam ainda que os dados indicam que a formação desses materiais foi rápida (em escala cósmica) - durou cerca de 3 milhões de anos. "CAIs se formaram como finos grãos condensados em uma nuvem de gás de composição parecida com a do Sol e em um ambiente de alta temperatura - acima de 1,3 mil °C (...) Em contraste, a maioria dos côndrulos representa agregados de poeira aglutinada que foram rapidamente fundidos e esfriados em regiões de menor temperatura - menos que 727°C - e muita pressão", diz o artigo.
O estudo indica que esses processos são similares a alguns observados em outros discos protoplanetários observados por telescópios - o que indica que os eventos de formação de côndrulos e CIAs não foi exclusivo do Sistema Solar.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6271800-EI301,00-Estudo+indica+como+se+formaram+primeiros+solidos+do+Sistema+Solar.html
Brasil perde milhões de reais com crimes cibernéticos
Com o espaço cibernético, todos os tipos de informações passaram a ser acessadas e compartilhadas em tempo real e em alta velocidade. Por um lado, a rede proporcionou avanços inestimáveis, mas no âmbito criminal, o advento da internet trouxe problemas. Desvios de dinheiro em sites de bancos, interrupção de serviços, invasão de e-mails, troca e divulgação de material de pornografia infantil são apenas alguns exemplos de crimes que não precisam mais ser executados na calada da noite. Tudo pode ser feito a qualquer hora, de qualquer lugar do planeta. Basta um computador conectado à internet.
De 1995 até hoje, quando o acesso à internet passou a comercializado no país, os crimes via rede mudaram de escala e de volume, porém o dinheiro ainda é o principal atrativo para os criminosos. Um estudo divulgado, no mês passado, pela Norton da Symantec, aponta que os prejuízos com crimes cibernéticos somaram R$ 15,9 bilhões no Brasil no último ano. Especializada em segurança de computadores e proteção de dados e software, a empresa ouviu 13 mil adultos, com idade entre 18 e 64 anos, em 24 países, sendo 546 brasileiros entrevistados. De acordo com o estudo, calcula-se que 28,3 milhões de pessoas no Brasil foram vítimas de algum tipo de crime cibernético. Cada um teve prejuízo médio de R$ 562.
O montante aferido pela empresa é mais de dez vezes superior ao prejuízo de R$ 1,5 bilhão registrado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em 2011 com esses crimes, com crescimento de 60% em relação às fraudes em serviços bancários via internet e celular, em transações de call center, cartões de crédito e de débito registradas em 2010.
Do total, R$ 900 milhões foram perdidos em golpes pelo telefone e em pagamentos com cartão de débito e de crédito usados presencialmente. As fraudes na internet e no mobile banking, ações praticadas por hackers, custaram R$ 300 milhões. Para os golpes com uso de cartões de crédito pela internet, estima-se o mesmo valor (cerca de R$ 300 milhões). A entidade calcula que as perdas com esses tipos de crimes chegaram a R$ 816 milhões somente nos sete primeiros meses de 2012.
A Polícia Federal (PF) está de olho no que acontece na internet. Desde 2003, a PF tem uma unidade que cuida da repressão aos crimes cibernéticos. Pensando nos grandes eventos que o país vai sediar, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, ganhou força este ano com a criação de um centro de segurança cibernética. De acordo com o delegado responsável, Carlos Eduardo Miguel Sobral, o desafio da PF é combater ataques que podem levar a um apagão de acesso à rede mundial de computadores no país.
O Brasil não tem histórico de ataques por quadrilhas estrangeiras. Por aqui, os criminosos, em geral, são de classe média alta e têm entre 25 e 35 anos. ''Nós temos essa característica de só sofrer ataques de quadrilhas internas, mas quando você tem um grande evento esse cenário pode mudar. Esperamos que não aconteça, mas não podemos deixar de nos preparar para isso,'' explicou Sobral, acrescentando que o Brasil integra todas as redes de cooperação e troca de experiências internacionais de investigação.
''Não ficamos atrás de ninguém. Estamos alinhados com outros países, como a Inglaterra, o Japão e a Coreia, que detém a tecnologia nessa área,'' destacou. Em 2010, quatro operações da PF resultaram na prisão de 37 pessoas por fraudes cibernéticas . De 2011 a 2012, foram 12 ações com 140 prisões.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6275336-EI300,00-Brasil+perde+milhoes+de+reais+com+crimes+ciberneticos.html
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