O sequenciamento do genoma, cujo barateamento tornou o procedimento acessível para um grande número de pessoas, não permite, ao contrário do que se esperava, prever o risco de muitas doenças, segundo um estudo americano feito com gêmeos. "Não acreditamos que os exames do genoma poderão substituir as atuais estratégias de prevenção", concluiu o médico Bert Vogelstein, professor de cancerologia da faculdade de medicina da Universidade John Hopkins, um dos principais autores do estudo.
"Uma boa detecção, um diagnóstico precoce e estratégias de prevenção como não fumar e retirar cirurgicamente os tumores cancerosos no começo de seu desenvolvimento são as chaves para reduzir a mortalidade", afirmou.
A pesquisa, publicada na edição online da revista americana Science Transnational Medicine, foi apresentada na segunda-feira na conferência anual da Associação Americana para a Pesquisa sobre o Câncer, celebrada em Chicago.
Para o estudo, os pesquisadores usaram dados provenientes de 53,6 mil gêmeos idênticos em Suécia, Finlândia, Dinamarca e Noruega, assim como o registro de gêmeos americanos da Segunda Guerra Mundial da Academia de Ciências. Os dados ofereciam, ainda, informação sobre 24 doenças que os gêmeos podiam sofrer, a frequência e se um ou os dois acabaram por desenvolver a enfermidade.
Uma vez que os gêmeos idênticos compartilham o mesmo genoma, os pesquisadores puderam determinar até que ponto os genes podem prever um risco maior de padecer de uma doença em particular. Mas por compartilhar exatamente os mesmos genes, não necessariamente enfrentam os mesmos riscos de desenvolver estas doenças, mostrou o modelo matemático utilizado pelos cientistas.
O estudo concluiu que a maior parte dos gêmeos tinha o mesmo risco genético de ser afetados pela maior parte das 24 doenças que o restante da população. As doenças estudadas na pesquisa foram diferentes tipos de câncer, doenças autoimunes, cardiovasculares, neurológicas e vinculadas à obesidade como a diabetes.
O estudo mostrou que o sequenciamento da totalidade do genoma poderia alertar a maioria dos indivíduos para o risco adquirido de desenvolver pelo menos uma doença, mas não funciona da mesma forma para a maioria das enfermidades mais complexas analisadas nesta pesquisa.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5701205-EI8147,00-Sequenciar+genoma+nao+garante+prevencao+de+doencas+diz+estudo.html
terça-feira, 3 de abril de 2012
Fósseis de embriões com 280 mi de anos são descobertos no Brasil
Uma equipe de cientistas franceses descobriu no Brasil e no Uruguai alguns fósseis de embriões de répteis com aproximadamente 280 milhões de anos, informou nesta terça-feira o Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS). Os embriões destes répteis pré-históricos e aquáticos, denominados mesosauros, são 60 milhões de anos mais velhos que os que haviam sido registrados até agora.
Além disso, o estudo, publicado na revista científica Historical Biology, apresenta novas informações sobre o modo de reprodução dos mesosauros, embora não chega a esclarecer se os mesmos eram vivíparos (quando embrião se desenvolve dentro da fêmea) ou ovíparos (se desenvolvem em um ovo).
Os paleontólogos do CNRS, do Museu de História Natural da França e da Universidade Pierre e Marie Curie de Paris estudaram as espécimes em gestação e demonstraram que os mesosauros que povoavam o território do município de Iratí, no Paraná, armazenavam os embriões no útero durante a maior parte do desenvolvimento embrionário e, por isso, acham que podem se tratar de exemplares vivíparos.
Em Mangrullo, no nordeste do Uruguai, e também na bacia do Paraná, a mesma equipe de cientistas encontrou 26 espécimes de mesosauros adultos, todos associados a embriões e seres que datam da mesma época que os fósseis encontrados no Brasil.
O achado "é difícil de ser catalogado, mas provavelmente se trata, na maior parte dos casos, de embriões no útero, o que reforça a tese de que os mesosauros eram vivíparos", explicaram os cientistas do CNRS.
Os especialistas, no entanto, também encontraram um ovo isolado que coloca em dúvida a opção do viviparismo e indica que os mesosauros do Uruguai botavam ovos em um estado avançado de desenvolvimento. Por conta desta descoberta, a tese da oviparidade não foi descartada.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5700648-EI8147,00-Fosseis+de+embrioes+com+mi+de+anos+sao+descobertos+no+Brasil.html
Além disso, o estudo, publicado na revista científica Historical Biology, apresenta novas informações sobre o modo de reprodução dos mesosauros, embora não chega a esclarecer se os mesmos eram vivíparos (quando embrião se desenvolve dentro da fêmea) ou ovíparos (se desenvolvem em um ovo).
Os paleontólogos do CNRS, do Museu de História Natural da França e da Universidade Pierre e Marie Curie de Paris estudaram as espécimes em gestação e demonstraram que os mesosauros que povoavam o território do município de Iratí, no Paraná, armazenavam os embriões no útero durante a maior parte do desenvolvimento embrionário e, por isso, acham que podem se tratar de exemplares vivíparos.
Em Mangrullo, no nordeste do Uruguai, e também na bacia do Paraná, a mesma equipe de cientistas encontrou 26 espécimes de mesosauros adultos, todos associados a embriões e seres que datam da mesma época que os fósseis encontrados no Brasil.
O achado "é difícil de ser catalogado, mas provavelmente se trata, na maior parte dos casos, de embriões no útero, o que reforça a tese de que os mesosauros eram vivíparos", explicaram os cientistas do CNRS.
Os especialistas, no entanto, também encontraram um ovo isolado que coloca em dúvida a opção do viviparismo e indica que os mesosauros do Uruguai botavam ovos em um estado avançado de desenvolvimento. Por conta desta descoberta, a tese da oviparidade não foi descartada.
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http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5700648-EI8147,00-Fosseis+de+embrioes+com+mi+de+anos+sao+descobertos+no+Brasil.html
domingo, 1 de abril de 2012
Estudo usa ressonância magnética para traçar 'estradas' cerebrais
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O mapeamento por ressonância magnética mais preciso já feito até hoje em um crânio humano foi capaz de enxergar as fibras nervosas por onde os neurônios transmitem seus impulsos de um canto para outro do cérebro. Aquilo que poderia ser um emaranhado de alta complexidade, porém, revelou-se algo altamente organizado.
É como se, em vez das vielas e ladeiras do centro de São Paulo, o cérebro tivesse avenidas planejadas, como as de Brasília, por exemplo.
Em um estudo publicado hoje na revista "Science", cientistas descrevem pela primeira vez a estrutura que viram no cérebro de humanos e de algumas espécies de macacos. Os padrões humano e símio eram muito similares.
A máquina que permitiu enxergar detalhes da ordem de um milímetro dentro do cérebro (uma resolução dez vezes melhor que a de equipamentos de um bom hospital) foi produzida por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts em conjunto com a empresa alemã Siemens. A tecnologia usada foi um aprimoramento de um tipo de ressonância magnética.
O estudo sobre os primeiros resultados obtidos com a nova tecnologia foi liderado por Van Wedeen, cientista da Escola Médica de Harvard. Segundo ele, o fato de as fibras cerebrais se organizarem de modo relativamente simples não significa que não haja um padrão complexo nas conexões entre neurônios. Essas células individuais, porém, ainda não podem ser vistas por uma técnica não invasiva como a ressonância.
"A real conectividade é mais complexa do que a grade de fibras que estamos vendo agora, mas não sabemos o quão mais complexa", disse o pesquisador à Folha.
Uma boa parte do dinheiro para a pesquisa saiu do Programa Conectoma Humano, cujo objetivo é criar tecnologias de imagem cerebral não invasivas e capazes de enxergar padrões cerebrais úteis para a psiquiatria. Não é uma tarefa simples, e ainda está longe de se mostrar viável, reconhece Wedeen.
"Cientistas com uma boa máquina de ressonância magnética funcional hoje conseguem diferenciar uma população de pessoas deprimidas de uma população de pessoas não deprimidas, mas isso depende de estatística", explica. "Ainda não é possível diferenciar um indivíduo com depressão de um indivíduo sem o transtorno."
Para compensar a imprecisão, o Projeto Conectoma também busca analisar com mais detalhes a estrutura do cérebro humano e relacioná-la com a influência que diferenças no DNA das pessoas exercem sobre o órgão.
Para Wedeen, o projeto é uma aposta "arriscada", porque ninguém sabe se o conhecimento adquirido será confiável o suficiente para uso clínico. Mas o novo trabalho dá um passo nessa direção.
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http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1069460-estudo-usa-ressonancia-magnetica-para-tracar-estradas-cerebrais.shtml
O mapeamento por ressonância magnética mais preciso já feito até hoje em um crânio humano foi capaz de enxergar as fibras nervosas por onde os neurônios transmitem seus impulsos de um canto para outro do cérebro. Aquilo que poderia ser um emaranhado de alta complexidade, porém, revelou-se algo altamente organizado.
É como se, em vez das vielas e ladeiras do centro de São Paulo, o cérebro tivesse avenidas planejadas, como as de Brasília, por exemplo.
Em um estudo publicado hoje na revista "Science", cientistas descrevem pela primeira vez a estrutura que viram no cérebro de humanos e de algumas espécies de macacos. Os padrões humano e símio eram muito similares.
A máquina que permitiu enxergar detalhes da ordem de um milímetro dentro do cérebro (uma resolução dez vezes melhor que a de equipamentos de um bom hospital) foi produzida por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts em conjunto com a empresa alemã Siemens. A tecnologia usada foi um aprimoramento de um tipo de ressonância magnética.
O estudo sobre os primeiros resultados obtidos com a nova tecnologia foi liderado por Van Wedeen, cientista da Escola Médica de Harvard. Segundo ele, o fato de as fibras cerebrais se organizarem de modo relativamente simples não significa que não haja um padrão complexo nas conexões entre neurônios. Essas células individuais, porém, ainda não podem ser vistas por uma técnica não invasiva como a ressonância.
"A real conectividade é mais complexa do que a grade de fibras que estamos vendo agora, mas não sabemos o quão mais complexa", disse o pesquisador à Folha.
Uma boa parte do dinheiro para a pesquisa saiu do Programa Conectoma Humano, cujo objetivo é criar tecnologias de imagem cerebral não invasivas e capazes de enxergar padrões cerebrais úteis para a psiquiatria. Não é uma tarefa simples, e ainda está longe de se mostrar viável, reconhece Wedeen.
"Cientistas com uma boa máquina de ressonância magnética funcional hoje conseguem diferenciar uma população de pessoas deprimidas de uma população de pessoas não deprimidas, mas isso depende de estatística", explica. "Ainda não é possível diferenciar um indivíduo com depressão de um indivíduo sem o transtorno."
Para compensar a imprecisão, o Projeto Conectoma também busca analisar com mais detalhes a estrutura do cérebro humano e relacioná-la com a influência que diferenças no DNA das pessoas exercem sobre o órgão.
Para Wedeen, o projeto é uma aposta "arriscada", porque ninguém sabe se o conhecimento adquirido será confiável o suficiente para uso clínico. Mas o novo trabalho dá um passo nessa direção.
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http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1069460-estudo-usa-ressonancia-magnetica-para-tracar-estradas-cerebrais.shtml
Para quitar dívidas, cidade da Espanha planta maconha
Mesmo sem saber reconhecer um pé de maconha, a espanhola Lourdes Bladé, 50, não vê a hora de plantar a erva. Desempregada há um ano, quer ser uma das 50 contratadas para trabalhar nos sete hectares de terra que a prefeitura de sua cidade, Rasquera, na Espanha, vai alugar para uma associação de autoconsumo de maconha cultivar a planta.
Projeto pioneiro na Europa, o convênio assinado no início do mês abre precedentes para redefinir a legislação no continente sobre o plantio e o consumo da droga, na opinião de especialistas. Países como a Holanda já estão analisando o caso.
O aluguel de terrenos para o plantio de maconha foi a maneira que a prefeitura de Rasquera, um povoado medieval de 950 habitantes a 190 km de Barcelona, encontrou para quitar dívidas acumuladas com a crise sem ter de apelar a medidas de austeridade e arrocho fiscal comuns no país ibérico.
Outras prefeituras espanholas -que, juntas, acumulam uma dívida de € 17 bilhões (R$ 40 bilhões), segundo dados do banco central espanhol -também discutem o assunto.
"Uma administração pública nunca esteve por trás de um projeto como este na Europa. Sabemos que cultivar Cannabis [sativa, nome científico da maconha] gera muitas dúvidas, mas a maioria dos políticos na Europa não quer se posicionar para não perder votos. Demos a cara a tapa, e acho que vai virar um valor agregado para Rasquera, além de nos ajudar a quitar dívidas e gerar emprego", disse à Folha o vice-prefeito do município, Román Borrás.
Pelo convênio firmado com a ABCA (Associação Barcelonesa Canábica de Autoconsumo), com validade de dois anos, a prefeitura receberá
€ 54 mil (R$ 127 mil) ao mês, além de € 30 mil a fundo perdido (R$ 71 mil) para deixar o grupo plantar pés de maconha em terrenos que eram destinados ao plantio de oliveiras, mas estão abandonados por causa da crise.
O produto final será totalmente destinado à associação, que usa a planta para consumo de seus 5.000 membros, dos quais 30% têm recomendação médica para tal, segundo a porta-voz da associação, Marta Suarez.
"Acho difícil que essa plantação tenha apenas fins privados. Estamos diante de uma transação milionária. Eles estão superestimando um possível efeito benéfico da maconha", afirmou o delegado do Plano Nacional sobre Drogas do premiê Mariano Rajoy, Francisco de Asís.
Surgida em 2010, no auge da crise, a ABCA viu crescer a demanda de sócios -aceitos após um processo de seleção e só se forem indicados por outros sócios ou tiverem recomendação médica. Começou, então, a buscar novos terrenos para o plantio e encontrou em Rasquera um ambiente propício.
Há sete meses, membros da associação fizeram a proposta para a prefeitura, que, mergulhada em dívidas de € 1,3 milhão (R$ 3 milhões) com fornecedores, aceitou ceder os terrenos. O plantio deve começar em julho.
Tanto a associação como a prefeitura usam brechas na legislação, que permite o cultivo de maconha para o autoconsumo e não penaliza quem o faça em sua propriedade.
Mesmo assim, a Promotoria de Tarragona, na Catalunha, onde fica o povoado, abriu investigação sobre o contrato. Os governos catalão e central, do conservador Partido Popular, são contra a medida.
Para garantir apoio ao convênio, membros da prefeitura de Rasquera estão visitando países da União Europeia. O município fará um referendo no dia 10 de abril, que deve aprovar o convênio.
"Não conheço muito, mas temos de andar para frente, não para trás. Estamos em crise", disse a moradora de Rasquera Teresa Ferió, 90.
Já moradores de municípios vizinhos se dizem contrários. "Se plantarem mesmo maconha, vou embora. Vim aqui buscando tranquilidade e paz", disse a romena Michaela Bechta, 30
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http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1070236-para-quitar-dividas-cidade-da-espanha-planta-maconha.shtml
Projeto pioneiro na Europa, o convênio assinado no início do mês abre precedentes para redefinir a legislação no continente sobre o plantio e o consumo da droga, na opinião de especialistas. Países como a Holanda já estão analisando o caso.
O aluguel de terrenos para o plantio de maconha foi a maneira que a prefeitura de Rasquera, um povoado medieval de 950 habitantes a 190 km de Barcelona, encontrou para quitar dívidas acumuladas com a crise sem ter de apelar a medidas de austeridade e arrocho fiscal comuns no país ibérico.
Outras prefeituras espanholas -que, juntas, acumulam uma dívida de € 17 bilhões (R$ 40 bilhões), segundo dados do banco central espanhol -também discutem o assunto.
"Uma administração pública nunca esteve por trás de um projeto como este na Europa. Sabemos que cultivar Cannabis [sativa, nome científico da maconha] gera muitas dúvidas, mas a maioria dos políticos na Europa não quer se posicionar para não perder votos. Demos a cara a tapa, e acho que vai virar um valor agregado para Rasquera, além de nos ajudar a quitar dívidas e gerar emprego", disse à Folha o vice-prefeito do município, Román Borrás.
Pelo convênio firmado com a ABCA (Associação Barcelonesa Canábica de Autoconsumo), com validade de dois anos, a prefeitura receberá
€ 54 mil (R$ 127 mil) ao mês, além de € 30 mil a fundo perdido (R$ 71 mil) para deixar o grupo plantar pés de maconha em terrenos que eram destinados ao plantio de oliveiras, mas estão abandonados por causa da crise.
O produto final será totalmente destinado à associação, que usa a planta para consumo de seus 5.000 membros, dos quais 30% têm recomendação médica para tal, segundo a porta-voz da associação, Marta Suarez.
"Acho difícil que essa plantação tenha apenas fins privados. Estamos diante de uma transação milionária. Eles estão superestimando um possível efeito benéfico da maconha", afirmou o delegado do Plano Nacional sobre Drogas do premiê Mariano Rajoy, Francisco de Asís.
Surgida em 2010, no auge da crise, a ABCA viu crescer a demanda de sócios -aceitos após um processo de seleção e só se forem indicados por outros sócios ou tiverem recomendação médica. Começou, então, a buscar novos terrenos para o plantio e encontrou em Rasquera um ambiente propício.
Há sete meses, membros da associação fizeram a proposta para a prefeitura, que, mergulhada em dívidas de € 1,3 milhão (R$ 3 milhões) com fornecedores, aceitou ceder os terrenos. O plantio deve começar em julho.
Tanto a associação como a prefeitura usam brechas na legislação, que permite o cultivo de maconha para o autoconsumo e não penaliza quem o faça em sua propriedade.
Mesmo assim, a Promotoria de Tarragona, na Catalunha, onde fica o povoado, abriu investigação sobre o contrato. Os governos catalão e central, do conservador Partido Popular, são contra a medida.
Para garantir apoio ao convênio, membros da prefeitura de Rasquera estão visitando países da União Europeia. O município fará um referendo no dia 10 de abril, que deve aprovar o convênio.
"Não conheço muito, mas temos de andar para frente, não para trás. Estamos em crise", disse a moradora de Rasquera Teresa Ferió, 90.
Já moradores de municípios vizinhos se dizem contrários. "Se plantarem mesmo maconha, vou embora. Vim aqui buscando tranquilidade e paz", disse a romena Michaela Bechta, 30
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http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1070236-para-quitar-dividas-cidade-da-espanha-planta-maconha.shtml
Censura no orkut
O orkut hoje deletou meu perfil principal. A alegação é sempre a mesma, de que eu não obedeci a filosofia do orkut, mas a muito tempo que nem posto imagens no meu profile do orkut, só entro lá quando quero pegar o link do meu blog ou postar algo nas minhas comunidades ateístas de lá. Não é a primeira vez que isso acontece, mas eu já tive 3 perfis deletados aqui no facebook também, antes aqui não tinha censura mas agora já começou também. É uma merda isso, eles deletam sem nem ouvir a contrapartida, é uma coisa muito autoritária. Em função disso já deletei a maior parte de meus álbuns aqui do facebook, eles querem que as pessoas sejam que nem ovelhas, que nem berrar saibam !!!!!!!!
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Acabei de ver os tópicos das minhas comunidades de ateísmo em vídeos do orkut e vi que os tópicos principais de ateísmo de duas delas foram deletados. Alguém deve ter denunciado as duas comunidades e o censor foi lá e deletou os tópicos mais contundentes sobre ateísmo, eu sabia que por fotos não podia ser porque a muito tempo nem posto fotos nos meus profiles do orkut. É a censura funcionando descaradamente no orkut em cima de conteúdos sobre ateísmo, acho que nem adianta postar mais nada no orkut. Uma das comunidades não foi mexida, acho que pelo título "Richard Dawkins é o cara" e por ser a menor delas, lá continuam todos os tópicos. Em certo sentido fiquei mais tranquilo porque vi que a única coisa errada que fiz foi tentar divulgar o ateísmo usando as comunidades do orkut e por constatar que o orkut não quer que isso aconteça.Se você divulga o ateísmo eles chamam isso de intolerância religiosa.
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Acabei de ver os tópicos das minhas comunidades de ateísmo em vídeos do orkut e vi que os tópicos principais de ateísmo de duas delas foram deletados. Alguém deve ter denunciado as duas comunidades e o censor foi lá e deletou os tópicos mais contundentes sobre ateísmo, eu sabia que por fotos não podia ser porque a muito tempo nem posto fotos nos meus profiles do orkut. É a censura funcionando descaradamente no orkut em cima de conteúdos sobre ateísmo, acho que nem adianta postar mais nada no orkut. Uma das comunidades não foi mexida, acho que pelo título "Richard Dawkins é o cara" e por ser a menor delas, lá continuam todos os tópicos. Em certo sentido fiquei mais tranquilo porque vi que a única coisa errada que fiz foi tentar divulgar o ateísmo usando as comunidades do orkut e por constatar que o orkut não quer que isso aconteça.Se você divulga o ateísmo eles chamam isso de intolerância religiosa.
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